Na manhã desta quarta-feira (28), os preços do café continuavam em fase de ajustes técnicos, registrando realização de lucros nas bolsas internacionais, após uma sequência de dias com fortes ganhos.
A movimentação cambial tem sido um fator que contribui para o aumento das cotações futuras. Nos últimos dias, o índice do dólar alcançou mínimas que não eram vistas há mais de 4 meses, o que permitiu a cobertura de posições vendidas.
Um relatório do Itaú BBA ressalta que, nos próximos meses, os preços devem permanecer sensíveis ao clima irregular e ao contexto geopolítico. “O desenvolvimento climático no Brasil continuará a ser um ponto focal do mercado, já que este período é crucial para a granação. A situação geopolítica instável também adiciona volatilidade ao mercado de café, desde os riscos na relação EUA-Colômbia, após a ação na Venezuela, até a inclusão do Brasil na lista de países com suspensão temporária na emissão de vistos, o que alimenta especulações sobre possíveis impactos nas relações comerciais”, completa o documento.
De acordo com o Cepea, as chuvas mais intensas ocorridas nos últimos dias em praticamente todas as regiões cafeeiras do Brasil trouxeram alívio aos produtores de arábica, favorecendo o enchimento dos grãos dessa variedade durante a fase crítica para o desenvolvimento da safra. “Até que haja uma estimativa mais precisa sobre o volume de café na atual temporada, a volatilidade de preços tende a persistir”, acrescentou o centro.
Perto das 9h30 (horário de Brasília), o arábica apresentava uma queda de 775 pontos, cotado a 359,50 cents/lbp para o vencimento de março/26, uma baixa de 645 pontos, com valor de 340,25 cents/lbp para maio/26, e uma desvalorização de 650 pontos, negociado a 332,35 cents/lbp para julho/26.
O robusta registrava uma queda de US$ 67, cotado a US$ 4,208/tonelada no contrato de março/26, uma perda de US$ 53, com valor de US$ 4,139/tonelada para maio/26, e um recuo de US$ 43, com preço de US$ 4,057/tonelada para julho/26.










