Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Chuvas no Brasil derrubam em mais de 2% os preços do café arábica no...

Produção de café no Brasil deve aumentar 17% e alcançar recorde em 2026, segundo a Conab.

Por Leticia Fucuchima e Roberto Samora

SÃO PAULO, 5 Fev (Reuters) – A produção de café do Brasil em 2026 deve alcançar 66,2 milhões de sacas de 60 kg, representando um aumento de 17,1% em relação a 2025 e estabelecendo um novo recorde, conforme projetado nesta quinta-feira pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em seu primeiro levantamento para a safra.

Além do ciclo de bienalidade positiva, a safra no maior produtor e exportador global de café deverá ser impulsionada por aumentos na área cultivada e na produtividade, afirmou o órgão.

A Conab prevê que a área dedicada ao cultivo de café no Brasil crescerá 4,1%, alcançando 1,93 milhão de hectares, enquanto a produtividade média nacional deverá atingir 34,2 sacas por hectare, um aumento de 12,4% em relação à safra anterior.

Para a Conab, “as condições climáticas mais favoráveis observadas ao longo do ciclo da cultura e a adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras”, em meio a preços recordes no ano passado, são fatores que contribuem para a melhoria na produtividade.

A produção de café arábica, cujos níveis de produtividade são mais afetados pela bienalidade, está estimada em 44,09 milhões de sacas, um aumento de 23,3% em comparação com a safra anterior. Para as variedades canéforas (conilon/robusta), espera-se um crescimento de 6,4%, alcançando 22,09 milhões de sacas, um aumento que pode ter surpreendido o mercado, que indicava uma redução após o recorde da temporada passada.

O aumento na safra total de café brasileira, cuja colheita geralmente começa em abril, impulsionada principalmente pelos arábicas, foi esperado. Na véspera, o Itaú BBA previu um aumento de 10% na produção do país, aproximando-se do recorde, com um total de 69,3 milhões de sacas.

Analistas do setor privado costumam prever uma produção superior à da Conab, aguardando pelo menos 70 milhões de sacas, o que contribuiu para a pressão recente na bolsa de Nova York, que registrou uma mínima em cinco meses e meio na véspera.

No início de 2025, o café arábica em Nova York atingiu preços próximos de US$4,40/libra-peso, em comparação com pouco mais de US$3/libra-peso recentemente, à medida que as indicações sinalizavam uma melhora na produção brasileira após as floradas no final do ano passado.

Com o aumento dos preços ao longo do ano passado, a área total de café, incluindo lavouras em formação, cresceu 3,4% em relação ao ano anterior, totalizando 2,33 milhões de hectares.

Segundo a Conab, os preços devem permanecer em níveis historicamente elevados, mesmo com a safra recorde brasileira, uma vez que os estoques globais no início da temporada 2025/26 estavam nos níveis mais baixos dos últimos 25 anos, com o aumento do consumo global, especialmente no mercado asiático.

POR REGIÕES

Minas Gerais, o principal produtor de café do país e Estado que possui a maior área dedicada ao arábica, deve produzir 32,4 milhões de sacas, representando um aumento de quase 26% em comparação com o ano anterior.

“O bom resultado é justificado pela melhor distribuição das chuvas, especialmente nos meses que antecedem a floração, além das questões fisiológicas da planta”, afirmou a Conab.

Em São Paulo, outro importante produtor de arábica, a expectativa é de uma safra de 5,5 milhões de sacas, impulsionada pela bienalidade positiva e pela recuperação de áreas afetadas no ciclo anterior, segundo o relatório.

Na Bahia, a previsão de crescimento na produção total do grão é de 4%, alcançando 4,6 milhões de sacas.

No Espírito Santo, a produção de café está estimada em 19 milhões de sacas, um aumento de 9% em relação a 2025. A maior parte desse volume refere-se à colheita de conilon, com 14,9 milhões de sacas, um crescimento de 5% em relação à safra anterior, mantendo o Estado como o principal produtor da variedade no país.

“Esse resultado positivo é fruto das boas precipitações observadas no norte do Estado, que beneficiaram as lavouras”, explicou a Conab.

(Por Letícia Fucuchima e Roberto Samora)


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