Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Exportação de Café Solúvel do Brasil para os EUA Recua 28% em 2025

Queda de 28% nas Exportações de Café Solúvel do Brasil para os EUA em 2025

A exportação de café solúvel brasileiro para os Estados Unidos, que é o maior mercado para o produto nacional, caiu 28,2% em 2025 em relação ao ano anterior, totalizando 558.470 sacas de 60kg, devido às tarifas impostas pelo governo Donald Trump, conforme dados divulgados nesta quarta-feira pela Abics (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel).

O café solúvel continuou sujeito a uma tarifa de 50%, não beneficiando-se da isenção concedida ao café verde, que foi afetado pelas taxas entre agosto e parte de novembro.

A isenção foi concedida após pressão da indústria e devido a dados inflacionários nos EUA, com o preço do café aumentando em decorrência da diminuição das exportações brasileiras para os norte-americanos devido à tarifa. No entanto, o setor de café solúvel não recebeu essa consideração.

“Durante o período em que a tarifa de 50% foi aplicada, de agosto a dezembro, a redução foi ainda mais acentuada”, afirmou o diretor executivo da Abics, Aguinaldo Lima, ressaltando que a queda nas exportações nos últimos cinco meses de 2025 foi de 40% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

“Isso demonstra o impacto direto e imediato da barreira comercial na competitividade do café solúvel nacional nesse mercado essencial.”

A diminuição nas exportações para os EUA contribuiu para uma queda de 10,6% nas exportações totais de café solúvel do Brasil em 2025, totalizando 3,69 milhões de sacas, em comparação a 2024.

Em contrapartida, as receitas geradas pelas exportações do produto nacional para todos os destinos tiveram um aumento de 14,4% em relação a 2024, alcançando um recorde de US$ 1,099 bilhão.

“Esse aumento no valor, apesar da queda no volume, é atribuído à valorização da cotação da matéria-prima, tanto dos cafés arábicas quanto dos canéforas (conilon e robusta), o que elevou o preço do café solúvel no mercado”, explicou Lima.

As exportações para a Argentina, o segundo maior destino, aumentaram 40%, embora os volumes sejam menos significativos em comparação aos enviados para os EUA (291.919 sacas). A Rússia foi o terceiro maior comprador, com 278.050 sacas, uma alta de 9,8%.

A Abics destacou que importantes países produtores de café também estão entre os importadores do café solúvel brasileiro, como a Indonésia, com 165.308 sacas; o México, com 128.595 sacas; o Vietnã, com 118.691 sacas; e, especialmente, a Colômbia, que aumentou suas compras em 178,2%, totalizando 130.029 sacas.

De acordo com Lima, as tarifas impostas pelos EUA e a redução nas exportações para o principal importador do café solúvel brasileiro indicam a necessidade de o país buscar um redirecionamento do produto para outros mercados. No entanto, o cenário é desafiador, uma vez que outros mercados importantes, como a União Europeia, China e Japão, também possuem tarifas.

Diante disso, a busca por novos mercados e a intensificação das negociações de acordos comerciais são essenciais, defendeu Lima.

Recorde no mercado interno

Enquanto as exportações enfrentaram dificuldades em 2025, o consumo interno de café solúvel no Brasil atingiu um novo recorde no ano passado, com 1,170 milhão de sacas, um aumento de 9,5% em relação a 2024, segundo a associação.

“Esse desempenho reflete uma preferência crescente dos consumidores brasileiros por essa modalidade de café e o sucesso das estratégias das indústrias de café solúvel no mercado doméstico”, afirmou o executivo.

“A menor inflação sobre o produto — 34% acumulada em 2024/25 contra 75% do café torrado e moído — também pode ter contribuído”, analisou.

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