Atualizado em: 04/09/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.540,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.230,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 940,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 980,00
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Calor e pouca chuva exigem atenção na florada do café na Zona da Mata

O calor acima do normal e a expectativa de chuvas abaixo da média colocam a Zona da Mata de Minas Gerais em alerta no período que antecede a florada do café. O cenário exige acompanhamento próximo das lavouras, mas não permite afirmar, por si só, que haverá quebra de safra.

Por que a florada é uma fase sensível

A florada define o potencial de formação dos frutos da próxima safra. Temperaturas elevadas e falta de água podem aumentar o estresse das plantas e dificultar a recuperação do cafezal quando a umidade não retorna de maneira regular.

Na Zona da Mata, onde o relevo e as condições locais variam bastante entre propriedades, o efeito do calor pode ser diferente de uma lavoura para outra. Por isso, a observação do talhão é mais útil do que uma decisão baseada apenas na média regional.

O que o produtor deve acompanhar

Umidade do solo e sinais nas plantas

Folhas murchas nos horários mais quentes, brotações com desenvolvimento lento e solo seco na camada explorada pelas raízes são sinais que merecem atenção. O monitoramento deve considerar a condição do solo, a cobertura da área e a exposição de cada lavoura.

Previsão de chuva e janela de manejo

A previsão deve ser acompanhada continuamente, porque a distribuição da chuva é tão importante quanto o volume acumulado. A programação de adubação, aplicações autorizadas e outras operações precisa levar em conta a umidade disponível e as recomendações técnicas para cada produto.

Florada e pegamento dos frutos

Quando a florada ocorrer, o produtor deve observar a uniformidade da abertura das flores e a resposta das plantas após as chuvas. O acompanhamento ajuda a identificar áreas que precisam de atenção e a registrar informações úteis para o planejamento da safra.

Medidas que ajudam a reduzir o estresse térmico

A manutenção da cobertura do solo, o controle adequado da vegetação concorrente e a preservação de matéria orgânica contribuem para conservar umidade e reduzir a exposição do sistema radicular. Em áreas irrigadas, o manejo deve seguir a necessidade real da lavoura e orientação técnica, evitando tanto a falta quanto o excesso de água.

Também é importante evitar intervenções improvisadas. O diagnóstico da propriedade, a análise do solo e o acompanhamento por um profissional habilitado ajudam a definir a melhor estratégia para cada talhão.

Alerta regional não substitui a avaliação da propriedade

O alerta divulgado para a Zona da Mata indica uma condição de atenção para o café, especialmente na fase de florada. Ainda assim, o resultado dependerá da duração do calor, da ocorrência efetiva das chuvas e do estado de cada lavoura. Produtores de Manhuaçu e municípios vizinhos devem acompanhar os boletins meteorológicos e registrar a evolução do cafezal.

O tema também se relaciona ao manejo hídrico na frutificação. Confira as orientações do Café Manhuaçu no artigo sobre irrigação do café na frutificação.

Fonte e contexto

O Canal Rural informou em 4 de setembro que temperaturas elevadas e chuvas abaixo da média podem afetar a produtividade do café na Zona da Mata de Minas Gerais. A reportagem destacou a atenção especial ao período da florada e ressaltou que o cenário não indica necessariamente quebra de safra.

Fonte consultada: Canal Rural.

Lavoura de café em florada na paisagem montanhosa da Zona da Mata de Minas Gerais

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