Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Café tem dia intenso de realização de lucros nas bolsas, preços acompanham...

Café: Queda acentuada dos preços em Nova York nesta sexta-feira, em resposta à previsão da…

A projeção aponta um aumento de 17% em comparação ao ciclo anterior, com uma expansão de 4,1% na área cultivada.

Na tarde desta sexta-feira (6), os futuros do café negociados na Bolsa de Nova York sofreram quedas significativas, com perdas de dois dígitos nas posições mais ativas. Por volta das 12h40 (horário de Brasília), as perdas variavam entre 1,9% e 2,4%, com o contrato para março sendo cotado a 300,95 cents de dólar por libra-peso, enquanto o de maio estava a 290,90 cents/lb.

O peso negativo no mercado ainda é fortemente influenciado pelas expectativas de uma safra satisfatória no Brasil, com condições climáticas que continuam a favorecer a conclusão do ciclo atual nas principais regiões produtoras. Existem problemas pontuais, mas eles não são suficientemente graves para justificar uma alteração nas previsões de oferta entre os traders.

A primeira previsão da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para a safra de 2026, divulgada nesta quinta-feira (5), aponta para 66,2 milhões de sacas, representando um aumento de 17,1% em relação ao ciclo anterior.

“Em um ano de bienalidade positiva, o crescimento previsto é impulsionado por um incremento de 4,1% na área em produção em relação a 2025, estimada em 1,9 milhão de hectares nesta temporada, o que era esperado para o ciclo. Além disso, as condições climáticas mais favoráveis registradas ao longo do ciclo da cultura e a adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras contribuem para uma melhoria na produtividade, que deve registrar um aumento de 12,4% em relação à safra anterior, com uma colheita esperada de 34,2 sacas por hectare”, informou o relatório da consultoria.

Nas últimas sessões, os preços do arábica testaram suas mínimas em seis meses no mercado futuro norte-americano, sentindo a pressão da oferta brasileira, das boas previsões climáticas e das incertezas em relação à demanda. Mesmo assim, a balança desequilibrada entre estoques e consumo mantém o mercado nas bolsas muito suscetível à intensa volatilidade, como tem sido observado recentemente.

BAIXAS PARA O ROBUSTA

Na Bolsa de Londres, as quedas para o robusta são semelhantes, ultrapassando 2% entre os contratos mais negociados. Assim, o contrato para março tinha um preço de US$ 3724,00 por tonelada, enquanto o de julho estava cotado a US$ 3569,00.

Além de seguir o arábica, analistas e consultores internacionais explicam que o mercado também é pressionado pelos estoques um pouco maiores no Vietnã, onde a produção deve ser 6% maior em relação à temporada anterior, alcançando 29,4 milhões de sacas, a maior em quatro anos.

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