Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Turquia é maior cliente do café brasileiro no Oriente Médio e dribla guerra

Turquia se destaca como principal comprador do café brasileiro no Oriente Médio, apesar do conflito.

O café brasileiro no Oriente Médio continua a ser uma presença constante em todos os países da região, embora com variações nos volumes importados. Contudo, a intensificação dos conflitos, principalmente os que envolvem o Irã, afetou o fluxo das exportações nos primeiros meses de 2026, diminuindo a intensidade dos embarques entre fevereiro e março.

Uma matéria recente da CNN Agro, com dados coletados pelo Cecafé, revela que países com rotas comerciais alternativas, como Turquia, Jordânia e Líbano, conseguiram manter as compras. Por outro lado, outros mercados apresentaram uma retração mais acentuada, refletindo os impactos diretos e indiretos da instabilidade geopolítica.

Conflito pressiona exportações e muda dinâmica regional

De modo geral, os embarques estavam em uma trajetória relativamente estável no início do ano. Janeiro começou com volumes consistentes, enquanto fevereiro manteve ou até ampliou os números para uma parte significativa dos destinos.

No entanto, em março, ocorreu uma mudança: a maioria dos países reduziu as compras, tanto em volume quanto em valor. Esse movimento é mais evidente em mercados tradicionais como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Egito, que representam uma parcela considerável das importações do café brasileiro.

Nesses destinos, embarques que variavam entre 20 mil e 40 mil sacas em fevereiro apresentaram uma queda significativa no mês seguinte, acompanhados por um recuo na receita cambial, em alguns casos na casa de milhões de dólares.

Café brasileiro no Oriente Médio: Turquia se destaca entre os principais compradores

Entre os 15 países que formam o Oriente Médio, a Turquia se destaca como o maior comprador de café verde brasileiro no primeiro trimestre de 2026, apresentando um comportamento diferente do observado em outras nações da região.

Em janeiro, o Brasil exportou 102,7 mil sacas de 60 kg para o país, gerando uma receita de US$ 42,5 milhões. Em fevereiro, houve um leve aumento para 111,3 mil sacas e US$ 42,7 milhões. Já em março, mesmo em um cenário de maior instabilidade, os embarques subiram para 157,5 mil sacas, resultando em US$ 61,4 milhões — um crescimento tanto em volume quanto em valor.

Movimentos pontuais e recomposição de estoques

No Líbano, os dados revelam um comportamento distinto, com um aumento acentuado entre janeiro e fevereiro, seguido de uma estabilização em março. O país importou 7,1 mil sacas em janeiro, avançou para 34,3 mil em fevereiro e manteve um volume próximo no mês seguinte, com 33,5 mil sacas.

A dinâmica sugere uma recomposição de estoques ou uma antecipação de compras diante da incerteza regional. Ainda assim, houve um leve recuo na receita em março, indicando ajustes nas condições comerciais.

Impactos vão além do volume embarcado

Outro ponto crucial é que a retração não se restringe apenas à quantidade exportada, mas também afeta o valor gerado. Isso indica a influência de fatores como renegociação de contratos, adiamento de pedidos e uma maior cautela por parte dos importadores.

Cenário incerto e tendência para os próximos meses

Se o ambiente de instabilidade persistir, a tendência é que o ritmo dos embarques se mantenha moderado no curto prazo. A recomposição mais consistente das exportações deve depender de uma maior previsibilidade logística, estabilidade nas rotas comerciais e redução dos custos associados ao comércio internacional.

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