Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Café fecha em alta com apoio do câmbio, mas mercado segue em alerta com...

Mercado de café apresenta variações ao longo do dia: arábica responde, mas enfrenta pressão…

A variação ao longo do pregão indica uma disputa entre o avanço da colheita e a perspectiva de uma oferta futura maior; o produtor deve monitorar de perto os movimentos.

O mercado futuro do café teve uma nova reviravolta nesta quarta-feira (29), apresentando um comportamento misto nas bolsas internacionais e sendo fortemente influenciado pelos fundamentos brasileiros. Após um início de dia pressionado, o arábica sinaliza uma leve recuperação, enquanto o robusta continua em trajetória de queda, refletindo um cenário em que a safra 2026/27 do Brasil permanece no centro das decisões.

Na Bolsa de Nova York, o contrato para julho/2026 operava a 290,90 cents por libra-peso, com uma alta de 20 pontos. O vencimento de maio/2026 subia para 306,40 cents por libra-peso, com um ganho de 230 pontos. Por sua vez, o setembro/2026 recuava para 280,30 cents por libra-peso, com uma perda de 30 pontos, enquanto o dezembro/2026 se mantinha estável em 272,85 cents por libra-peso.

Em Londres, o robusta seguia sob pressão. O contrato de maio/2026 era negociado a 3.680 dólares por tonelada, com uma leve queda de 1 ponto. O julho/2026 recuava para 3.447 dólares por tonelada, com uma baixa de 34 pontos. O setembro/2026 operava a 3.360 dólares por tonelada, com uma perda de 32 pontos, enquanto o novembro/2026 caía para 3.289 dólares por tonelada, com um recuo de 30 pontos.

O comportamento do mercado reflete, principalmente, o avanço da safra brasileira. Mesmo com a colheita ainda em ritmo inicial neste fim de abril, o mercado já antecipa um aumento significativo da oferta nos próximos meses. A entrada gradual do café novo começa a ser precificada, pressionando as cotações, especialmente no robusta.

Simultaneamente, o mercado físico no Brasil continua com baixa fluidez. Os produtores ainda estão capitalizados e não têm necessidade imediata de venda, enquanto os compradores adotam uma postura cautelosa, aguardando maior disponibilidade com o avanço da colheita. Esse desencontro limita os negócios e ajuda a evitar quedas mais acentuadas nas bolsas.

Outro fator importante é o ritmo das exportações brasileiras, que permanece abaixo do observado na temporada anterior. A menor disponibilidade interna, aliada a estoques mais ajustados, ainda oferece sustentação ao mercado no curto prazo, criando um equilíbrio entre a pressão da safra e a restrição momentânea da oferta.

O progresso da colheita, a entrada efetiva do produto no mercado e o comportamento da demanda serão cruciais para a formação dos preços. Para o produtor brasileiro, este é um momento que exige atenção redobrada e estratégia na comercialização, uma vez que a volatilidade deverá continuar a marcar o ritmo das negociações.

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