Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Colheita e pós-colheita definem qualidade e valor do café brasileiro

A colheita e o processamento influenciam a qualidade e o valor do café brasileiro.

A colheita e pós-colheita são fases cruciais para a qualidade e o valor do café brasileiro. Embora o desenvolvimento da lavoura seja essencial, é nesse momento que o produtor estabelece o padrão final do produto. Erros nesse processo podem prejudicar todo o potencial da produção, mesmo quando o manejo agronômico foi realizado de forma adequada.

Conforme Aldir Alves Teixeira, CEO da Experimental Agrícola do Brasil/illycaffè, falhas operacionais simples permanecem como um dos principais obstáculos da cafeicultura. “A presença de frutos verdes e o manejo inadequado após a colheita são fatores que afetam diretamente a qualidade da bebida e, consequentemente, o preço que o produtor recebe”, afirma.

Segundo o especialista, a colheita seletiva é o primeiro passo para evitar perdas. A orientação é iniciar a colheita com no máximo 5% de frutos verdes ou verdoengos. “Colher no momento certo de maturação é crucial. Misturar frutos compromete o padrão do lote e diminui seu valor comercial”, explica.

Outro aspecto crítico é o intervalo entre a colheita e o processamento. O acúmulo de café recém-colhido, uma prática ainda comum em algumas propriedades, pode gerar fermentações indesejadas. “Deixar o café amontoado por algumas horas é suficiente para iniciar a deterioração da qualidade”, alerta.

Colheita e pós-colheita exigem agilidade e controle

Após a colheita, o café deve ser rapidamente enviado para o processamento. A lavagem e o descascamento devem ser realizados no mesmo dia, sem a remoção da mucilagem, preservando características como corpo e doçura. Além disso, o início imediato da secagem é fundamental para manter a qualidade sensorial do grão.

“O pós-colheita é uma fase técnica e requer disciplina operacional. Camadas finas no terreiro, revolvimento constante e controle de umidade fazem toda a diferença no resultado”, enfatiza Aldir.

A recomendação é que o café seja seco até atingir cerca de 11% de umidade, garantindo estabilidade e evitando defeitos. O manejo correto inclui, no início da secagem, o enleiramento, no período da tarde, em camadas baixas na direção da declividade, sem qualquer cobertura. A cobertura deve ocorrer apenas após a meia-seca com lona, nunca com lençol plástico preto. O armazenamento deve ser feito em ambiente apropriado, protegido de umidade, luz e variações bruscas de temperatura.

Mesmo em propriedades com diferentes níveis de investimento, a utilização de tecnologias simples e boas práticas pode diminuir perdas e aumentar a eficiência. “Não estamos falando apenas de alta tecnologia. Organização, timing e atenção aos detalhes já proporcionam ganhos significativos de qualidade”, reforça.

Para mercados mais exigentes, como o de cafés especiais, esses cuidados se tornam ainda mais fundamentais. Além da qualidade física e sensorial, aspectos como rastreabilidade e sustentabilidade têm grande importância na

comercialização.

Dez práticas essenciais para garantir qualidade

A illycaffè compila recomendações técnicas consolidadas em um conjunto de boas práticas para orientar os produtores:

  • Iniciar a colheita com menos de 5% de frutos verdes;
  • Evitar acumular o café recém-colhido;
  • Lavar e descascar no mesmo dia;
  • Encaminhar o café ao terreiro sem excesso de água;
  • Iniciar a secagem imediatamente, em camadas finas;
  • Revolver o café ao longo do dia e enleirar à tarde na direção da declividade do terreiro;
  • Trabalhar com cargas homogêneas e completas no secador;
  • Respeitar o descanso até atingir 11% de umidade;
  • Armazenar em ambiente escuro, ventilado, seco e protegido;
  • Adotar práticas sustentáveis do ponto de vista econômico, social e ambiental.

Na visão do Dr. Aldir, a aplicação consistente dessas práticas não apenas eleva o padrão da bebida, mas também posiciona o produtor em mercados mais valorizados. “O principal desafio na fase de colheita e pós-colheita é seguir rigorosamente as recomendações técnicas. A adoção de práticas adequadas não só preserva a qualidade do produto final, mas também valoriza o trabalho do produtor e fortalece a cadeia produtiva”, conclui.

Aldir Alves Teixeira, CEO da Experimental Agrícola
do Brasil/illycaffè (Foto: Divulgação)

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