Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Café começa abril dividido: arábica recua e robusta tenta reação nas bolsas

Café responde com vigor após pressão e mercado busca novo impulso.

Alta nas bolsas reflete ajustes e incertezas na oferta, enquanto produtor brasileiro avalia margens e ritmo da safra

O mercado futuro do café começou esta quarta-feira (22) com uma forte valorização nas bolsas internacionais, continuando o movimento de recuperação observado nas últimas sessões. Essa alta destaca a volatilidade do mercado e mantém o Brasil como o principal fator de influência nos preços.

Na Bolsa de Nova York, o café arábica abriu em alta. O contrato para maio/26 está cotado a 299,50 cents/lb, com um ganho de 1.050 pontos. O contrato de julho/26 opera em 288,70 cents/lb, com uma alta de 605 pontos. O setembro/26 é negociado a 277,30 cents/lb, com uma valorização de 525 pontos. Já o dezembro/26 sobe para 269,80 cents/lb, com um avanço de 540 pontos.

Na ICE Europa, o robusta também apresenta uma forte valorização. O contrato de maio/26 é cotado a US$ 3.570 por tonelada, com alta de 113 pontos. O contrato de julho/26 opera em US$ 3.444 por tonelada, com um ganho de 105 pontos. O setembro/26 é negociado a US$ 3.361 por tonelada, com uma valorização de 98 pontos. Já o novembro/26 aparece em US$ 3.285 por tonelada, com alta de 91 pontos.

Esse movimento de alta está relacionado a um ambiente ainda instável no mercado global, com ajustes técnicos após quedas recentes e incertezas persistentes sobre a oferta. Mesmo com a safra brasileira começando a entrar em foco, o fluxo ainda não é suficiente para pressionar continuamente as cotações no exterior.

No Brasil, o cenário continua complexo. O avanço da colheita começa a ganhar ritmo, mas o comportamento do produtor ainda é determinante. Muitos permanecem cautelosos na comercialização, avaliando não apenas os preços nas bolsas, mas também as margens e os custos de produção.

Segundo análises recentes do mercado, o café está em um momento de alta volatilidade, onde movimentos bruscos podem ocorrer em um curto espaço de tempo. Essa dinâmica exige ainda mais atenção na tomada de decisão dentro da porteira.

O clima também está no radar, influenciando o desenvolvimento da safra e as expectativas de produção. Qualquer alteração significativa pode impactar diretamente o comportamento dos preços nas bolsas.

No mercado físico brasileiro, o ritmo das negociações permanece seletivo. Há interesse por parte dos compradores, mas a postura cautelosa dos produtores limita um avanço mais consistente nas negociações, mesmo diante das altas externas.

A abertura desta quarta-feira reforça um cenário de oportunidades, mas também de riscos. A alta nas bolsas pode abrir janelas de comercialização, mas o progresso da safra e a volatilidade do mercado continuam sendo fatores decisivos nas próximas semanas.
 

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