Atualizado em: 02/06/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.380,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.130,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 910,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 940,00
Atualizado em: 02/06/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.380,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.130,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 910,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 940,00
Colheita histórica à vista: café brasileiro deve bater recorde em 2026

Colheita recorde se aproxima: café brasileiro pode alcançar novo marco em 2026.

A estimativa da Conab indica um crescimento de 18% em relação à temporada anterior, impulsionado pela bienalidade favorável, aumento das áreas cultivadas e condições climáticas adequadas; Minas Gerais deve ser o estado que mais vai avançar na produção.

O Brasil está a caminho de alcançar a maior safra de café de sua história. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aumentou a previsão de produção para 66,7 milhões de sacas beneficiadas na safra 2026, conforme o 2º Levantamento da Safra de Café divulgado em maio. Esse volume representa um crescimento de 18% em comparação à temporada anterior e supera o recorde histórico de 63,08 milhões de sacas alcançado em 2020. 

A nova projeção é 500 mil sacas superior à estimativa divulgada pela estatal em fevereiro, quando a produção havia sido calculada em 66,2 milhões de sacas. Se esses números se confirmarem ao final da colheita, isso estabelecerá um novo marco para a cafeicultura brasileira. 

Segundo a Conab, o crescimento é fruto de uma combinação de fatores. Entre eles, destacam-se a bienalidade positiva das lavouras de café arábica, a entrada de novas áreas em produção, o aumento do uso de tecnologias e insumos no campo, além das condições climáticas favoráveis observadas desde o desenvolvimento das lavouras até a fase de enchimento dos grãos. 

A área total cultivada com café no Brasil também deve aumentar. A estimativa é de 2,34 milhões de hectares, um crescimento de 3,9% em relação à safra anterior. Desses, 1,94 milhão de hectares estão em produção, enquanto 401,7 mil hectares ainda estão em formação. 

Outro ponto importante é a produtividade. A Conab projeta uma média nacional de 34,4 sacas por hectare, um aumento de 13% em relação ao ciclo anterior. Esse indicador reforça a recuperação produtiva das lavouras e ajuda a explicar o forte crescimento esperado para a safra deste ano. 

O café arábica será o principal responsável pelo aumento da produção no Brasil, com uma estimativa de 45,8 milhões de sacas, um volume 28% maior do que o registrado na temporada passada. Para o café conilon, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, com um crescimento mais modesto de 0,8%. 

Minas Gerais, o principal estado produtor do país, deve colher cerca de 33,4 milhões de sacas, somando arábica e conilon. Esse volume representa um avanço de 29,8% em relação à safra anterior. De acordo com a Conab, o desempenho de Minas Gerais foi favorecido pela melhor distribuição das chuvas antes da florada e pelas condições climáticas favoráveis registradas até março, fatores que contribuíram para uma boa formação dos grãos e para o aumento da produtividade. 

Esses números enfatizam a importância estratégica do café para o agronegócio brasileiro e para a geração de renda nas regiões produtoras. Ao mesmo tempo, uma safra recorde será monitorada de perto pelo mercado, uma vez que o aumento da oferta pode impactar a formação dos preços ao longo do ciclo comercial, especialmente em um cenário de atenção às exportações, aos estoques globais e ao comportamento da demanda internacional.
 

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