A preocupação com as chuvas persiste no mercado durante a colheita brasileira; o arábica ajusta parte dos ganhos do dia anterior, enquanto o robusta avança no início da manhã.
O mercado futuro do café começou as negociações desta quarta-feira (17) com oscilações moderadas nas bolsas internacionais, mantendo as condições climáticas nas regiões produtoras do Brasil em foco e os efeitos sobre o andamento da colheita.
No início da manhã, o café arábica passava por um ajuste técnico na Bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US). O contrato para julho/26 era negociado a 274,60 centavos de dólar por libra-peso, apresentando uma queda de 265 pontos. O contrato de setembro/26 recuava 320 pontos, cotado a 269,60 cents/lbp, enquanto o de dezembro/26 perdia 240 pontos, sendo negociado a 261,20 cents/lbp.
Por outro lado, o robusta mostrava um movimento positivo na Bolsa de Londres. O contrato de julho/26 se mantinha estável a 3.669 dólares por tonelada. O setembro/26 subia 15 pontos, alcançando 3.613 dólares por tonelada, enquanto o novembro/26 avançava 11 pontos, sendo negociado a 3.556 dólares por tonelada.
O mercado permanece atento ao desenvolvimento da colheita brasileira. De acordo com a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), os trabalhos atingiram 15,8% da área cultivada até 13 de junho, um aumento em relação aos 10,3% registrados na semana anterior. No mesmo período do ano passado, a colheita estava em 17,8%.
As atenções continuam voltadas para as chuvas que atingem parte do cinturão cafeeiro brasileiro. Segundo Gil Barabach, analista da Safras & Mercado, as precipitações ligadas ao fenômeno El Niño estão dificultando não apenas a colheita dos grãos, mas também as fases de secagem e beneficiamento, especialmente nas regiões produtoras do Sul de Minas Gerais e São Paulo.
Outro fator que continua sustentando os preços é a diminuição dos estoques certificados de café arábica monitorados pela ICE, o que gera preocupações sobre a disponibilidade do produto no curto prazo, mesmo com a expectativa de uma safra brasileira maior em 2026.
Com a colheita avançando mais lentamente do que o habitual em algumas áreas produtoras e as previsões indicando a continuidade de instabilidades climáticas durante a segunda quinzena de junho, o mercado deve continuar sensível às informações sobre o ritmo de colheita, a qualidade dos grãos e a oferta disponível para comercialização.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas



















