Atualizado em: 10/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.620,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.300,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1050,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1080,00
Atualizado em: 10/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.620,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.300,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1050,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1080,00
Colheita de café arábica evolui para 40% na área de abrangência da Expocacer

Produção de café arábica avança para 40% na região atendida pela Expocacer.

O clima seco contribuiu para a aceleração das atividades na última semana; agora, a preocupação recai sobre a possibilidade de chuvas, o que exige atenção dos produtores no pós-colheita.

A colheita de café arábica na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) avançou para 40% até a última sexta-feira, 10 de julho. Do total colhido, 22% dos frutos já foram beneficiados, com um rendimento médio em torno de 520 litros por saca beneficiada. Em relação ao que ainda está nas lavouras, 35% se encontram no estágio cereja, o que é ideal para a colheita.

Os trabalhos estão atrasados em comparação ao mesmo período de 2025, quando a colheita alcançava 45%. Segundo os técnicos de campo da entidade, esse atraso se deve ao fato de que 2026 terá uma safra maior em relação ao ano anterior e às chuvas que ocorreram em junho, as quais impactaram o andamento da colheita atual. Para este ano, a Expocacer projeta uma safra de 2,859 milhões de sacas de 60 kg.

No boletim semanal da cooperativa, os técnicos informam que as condições climáticas favoráveis da última semana permitiram acelerar as operações de colheita e pós-colheita no Cerrado Mineiro, proporcionando melhores condições para a secagem dos grãos nos terreiros e para o beneficiamento.

A cooperativa revela que o percentual médio de catação permanece em torno de 15%, embora parte dos lotes recebidos ainda apresente os impactos das chuvas anteriores, que prejudicaram o processo de secagem nos terreiros; por isso, esses cafés têm índices de catação em torno de 25%.

Por outro lado, os técnicos da Expocacer destacam que a classificação por peneiras continua demonstrando uma boa formação dos grãos, com um bom percentual nas peneiras 17 e 18. No entanto, a principal preocupação, segundo eles, é a previsão de chuvas para esta semana, a partir de hoje, 13 de julho, o que exige atenção dos cafeicultores em relação ao manejo do café na pós-colheita.

Os técnicos explicam que a adoção de práticas adequadas durante a secagem e o armazenamento será crucial para preservar a qualidade dos lotes já colhidos e minimizar perdas potenciais.

Para os próximos dias, os modelos meteorológicos indicam um aumento da instabilidade e maior potencial de chuvas no Cerrado Mineiro, especialmente nas áreas de Patrocínio, Araxá, Uberaba, Serra do Salitre, Patos de Minas e Monte Carmelo. Se confirmadas, essas precipitações poderão causar atrasos pontuais na colheita, no transporte e na secagem dos cafés, especialmente em áreas com café em terreiro.

Diante dessa situação, os técnicos da Expocacer recomendam que os produtores antecipem, “sempre que possível”, o recolhimento dos cafés dos terreiros e planejem as operações de colheita, transporte e secagem, visando mitigar os riscos de perda de qualidade e atrasos nas atividades de campo.

SOBRE A EXPOCACER
Com um faturamento aproximado de R$ 3 bilhões em 2025 e um quadro com 805 produtores associados, a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado projeta uma produção de 2,859 milhões de sacas de café arábica em sua área de atuação em 2026.

Atualmente, com 19,4 mil hectares de café certificados em cafeicultura regenerativa e 29 mil hectares sob manejo regenerativo, a Expocacer se tornou a primeira cooperativa do mundo a obter a certificação em Agricultura Regenerativa da Regenagri®, concedida pela Control Union após auditoria independente.

A entidade também passou por recentes auditorias e validou seus processos e propriedades cooperadas junto à Rainforest Alliance. Essa evolução inclui a adequação aos padrões Sustainable Agriculture Standard (SAS) e Regenerative Agriculture Standard (RAS) da organização internacional, ampliando o alinhamento de sua cadeia produtiva às exigências socioambientais mais rigorosas do mercado global.

Além disso, a Expocacer é uma das seis cooperativas que compõem a governança da Região do Cerrado Mineiro, a primeira Denominação de Origem para café no Brasil. Trata-se de uma Indicação Geográfica (IG) que abrange 55 municípios e conta com a participação direta de mais de 4.500 produtores, distribuídos em 250 mil hectares de área plantada, território demarcado para a produção de um café com características únicas, que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar.

Fonte Original

Facebook
WhatsApp
Email

Assine nossa Newsletter

Receba novidades e atualizações do mercado de café direto no seu e-mail!