O café arábica registra leves avanços em Nova York, enquanto a variedade robusta sobe mais de 2% em Londres; a isenção do café brasileiro da tarifa dos EUA fortalece a perspectiva positiva para as exportações.
As cotações do café começam esta sexta-feira (17) com um desempenho misto nas bolsas internacionais, após mais uma semana marcada por intensa volatilidade. No início da manhã, o contrato de setembro/26 do arábica subia 55 pontos, cotado a 313,15 cents de dólar por libra-peso, enquanto o vencimento de dezembro/26 avançava 120 pontos, para 298,45 cents/lbp, na ICE Futures US.
Em Londres, os ganhos eram ainda mais significativos. O contrato de setembro/26 do robusta subia US$ 78, sendo negociado a US$ 3.875 por tonelada, enquanto o de novembro/26 registrava um aumento de US$ 79, cotado a US$ 3.826 por tonelada.
O mercado continua monitorando a evolução da colheita brasileira e a oferta global, em um cenário de liquidez reduzida e alta sensibilidade a notícias sobre o clima e o abastecimento.
Outro aspecto que gera repercussão entre os participantes do mercado é a confirmação de que todos os cafés brasileiros estão isentos da tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos. A decisão foi celebrada por entidades do setor, que ressaltaram a importância dessa medida para manter a competitividade do café brasileiro em seu principal mercado consumidor.
Na visão das entidades, a isenção evita impactos no fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos e cria um ambiente mais propício para as exportações brasileiras, em um momento em que o mercado internacional permanece atento à disponibilidade de café e aos desdobramentos da safra 2026/27.
Apesar da recuperação observada nesta abertura, o mercado opera com cautela. As atenções se concentram no ritmo da colheita no Brasil, na qualidade dos grãos e nos baixos estoques globais, fatores que continuam a sustentar a volatilidade das cotações nas bolsas internacionais.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas








