Atualizado em: 15/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.620,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.300,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1030,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1050,00
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Café despenca nas bolsas e encerra sessão com perdas superiores a 4% em Nova...

Café cai nas bolsas e finaliza o dia com perdas acima de 4% em Nova…

As variedades arábica e robusta apresentaram uma forte queda nesta quinta-feira, influenciadas pela valorização do dólar, realização de lucros e a expectativa de aumento na oferta brasileira.

Os preços do café encerraram esta quinta-feira (16) com uma significativa desvalorização nas bolsas internacionais. O mercado devolveu parte dos ganhos acumulados nas semanas anteriores, pressionado pela valorização do dólar em relação ao real, pelo avanço da colheita no Brasil e pelas movimentações de realização de lucros dos investidores.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato para setembro/26 fechou cotado a 312,60 cents de dólar por libra-peso, com uma queda de 1.415 pontos. O vencimento de dezembro/26 terminou a 297,25 cents/lbp, apresentando uma baixa de 1.270 pontos.

Na ICE Europe, o movimento também foi de forte desvalorização. O contrato de setembro/26 do café robusta encerrou o pregão cotado a US$ 3.797 por tonelada, com um recuo de 114 pontos. O vencimento de novembro/26 caiu 117 pontos, fechando a US$ 3.747 por tonelada.

De acordo com a análise da Safras & Mercado, o mercado foi pressionado principalmente pela valorização do dólar frente ao real, que voltou a operar acima de R$ 5,09 nesta quinta-feira, diminuindo a atratividade das commodities cotadas em dólar e incentivando movimentos de realização de lucros por parte dos investidores. Além disso, o avanço da colheita brasileira reforçou as expectativas de maior oferta no curto prazo. O contrato de setembro do arábica atingiu o menor nível em mais de uma semana durante o pregão.

Apesar da expressiva queda desta quinta-feira, os fundamentos do mercado continuam a ser monitorados de perto. O ritmo da colheita brasileira está avançando com o retorno do tempo seco em grande parte das regiões produtoras, mas os agentes permanecem atentos à qualidade dos grãos após os atrasos causados pelas chuvas registradas em junho e no início de julho.

No mercado físico brasileiro, a comercialização tende a permanecer seletiva. Muitos produtores continuam a negociar apenas volumes necessários, enquanto aguardam uma definição mais clara sobre o comportamento das cotações nas bolsas internacionais e do câmbio nas próximas semanas. A combinação entre a oferta ainda limitada em algumas regiões, estoques reduzidos e incertezas climáticas mantém a volatilidade elevada no mercado internacional, mesmo sob a pressão do avanço da safra brasileira.

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Por:

Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv

Fonte:

Notícias Agrícolas


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