Atualizado em: 15/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.620,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.300,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1030,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1050,00
Atualizado em: 15/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.620,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.300,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1030,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1050,00
Café abre em queda nas bolsas, mas mercado segue sustentado por oferta...

Café inicia o dia em baixa nas bolsas, mas mercado permanece apoiado pela oferta…

O arábica apresenta uma queda de 1,18% em Nova York, enquanto o robusta registra uma perda de 1,64% em Londres no início da manhã. Exportações menores, estoques reduzidos e o lento avanço da colheita continuam a ser monitorados pelo mercado.

As cotações do café começam esta quinta-feira (16) em baixa nas bolsas internacionais, após mais uma sequência de alta volatilidade nos pregões anteriores. No início da manhã, o contrato de setembro/26 do arábica recuava 390 pontos, sendo cotado a 318,85 cents/lbp, enquanto o vencimento de dezembro/26 perdia 760 pontos, negociado a 302,35 cents/lbp na ICE Futures US. Em Londres, o robusta para setembro/26 caía 60 pontos, para US$ 3.851 por tonelada, enquanto o contrato de novembro/26 recuava 58 pontos, sendo cotado a US$ 3.806 por tonelada.

Apesar do movimento negativo nesta abertura, o mercado permanece apoiado por fundamentos significativos. As preocupações em relação ao ritmo da colheita brasileira, a disponibilidade limitada de café, os baixos estoques certificados e as incertezas climáticas para os próximos meses continuam a restringir pressões mais intensas sobre os preços.

Exportações brasileiras encerram ano-safra em baixa

Dados divulgados pelo Cecafé indicam que o Brasil exportou 3,06 milhões de sacas em junho, finalizando o ano-safra 2025/26 com 38,462 milhões de sacas embarcadas, um volume 15,7% inferior ao registrado no ciclo anterior.

Os embarques de café arábica totalizaram 29,499 milhões de sacas, uma retração de 15,31% em relação ao ano-safra 2024/25. No acumulado do primeiro semestre de 2026, o país exportou 17,831 milhões de sacas, uma queda de 8,3% em comparação anual. O Porto de Santos respondeu por 75% das exportações brasileiras no ciclo, com 28,859 milhões de sacas.

Oferta continua limitada no mercado físico

De acordo com a análise do Escritório Carvalhaes, o mercado físico brasileiro continua a apresentar forte interesse comprador para todos os padrões de café, mas a oferta permanece restrita.

A consultoria avalia que há pouca quantidade de café remanescente da safra 2025/26 nas mãos dos produtores, enquanto a entrada da nova safra ocorre lentamente devido aos desafios enfrentados durante a colheita, como problemas climáticos, queda de frutos, altos custos e dificuldades na contratação de mão de obra. Diante desse cenário, muitos produtores continuam a comercializar apenas o necessário para atender compromissos imediatos.

Estoques permanecem em níveis historicamente baixos

Outro fator monitorado pelos investidores é o nível dos estoques certificados de arábica na ICE. Os estoques caíram para 334.289 sacas, uma redução de 5.363 sacas na última atualização. Em comparação ao mesmo período do ano passado, quando somavam 831.612 sacas, a queda ultrapassa 497 mil sacas, reforçando a percepção de oferta apertada no mercado internacional.

Clima favorece colheita, sem risco de geadas

No campo, a previsão da Climatempo indica a continuidade do tempo seco e frio sobre as principais regiões produtoras durante a segunda metade da semana, condição favorável para os trabalhos de colheita e secagem dos grãos.

As temperaturas permanecem baixas nas madrugadas, especialmente nas áreas mais altas do Sul de Minas Gerais, onde os termômetros podem registrar entre 6°C e 7°C, mas, até o momento, não há previsão de frio extremo nem risco de geadas que possam causar danos aos cafezais. As chuvas devem continuar concentradas entre o Espírito Santo e o sul da Bahia, enquanto uma nova frente fria é esperada apenas na última semana de julho.

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