Arábica registra queda de mais de 700 pontos em Nova York, enquanto o robusta intensifica as baixas em Londres, com o mercado reagindo ao avanço da safra no Brasil e às previsões recordes do USDA.
Os preços do café encerraram esta quinta-feira (23) em baixa nas bolsas internacionais, sob pressão do avanço da colheita brasileira e de um cenário de maior oferta global. O mercado também continua a refletir o recente relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que aumentou as estimativas para a produção, consumo e exportações mundiais na safra 2026/27, indicando uma maior disponibilidade da commodity nos próximos meses.
Na ICE Futures US, o contrato setembro/26 do café arábica fechou o dia a 309,40 cents de dólar por libra-peso, com uma perda de 725 pontos. O contrato dezembro/26 terminou a 296,45 cents/lb, recuando 725 pontos, enquanto o março/27 ficou em 290,55 cents/lb, com uma queda de 700 pontos.
Em Londres, na ICE Europe, o contrato setembro/26 do robusta fechou a US$ 3.708 por tonelada, com uma diminuição de US$ 88. O vencimento novembro/26 encerrou a US$ 3.699 por tonelada, com baixa de US$ 62, enquanto o janeiro/27 terminou negociado a US$ 3.667 por tonelada, recuando US$ 56.
A pressão de baixa foi sustentada principalmente pelo avanço da colheita no Brasil. Com previsão de tempo mais seco nas principais regiões produtoras, o mercado espera uma aceleração dos trabalhos de campo, aumentando a oferta de café nas próximas semanas. Esse cenário reforça a pressão sazonal típica desta época do ano.
Simultaneamente, o relatório do USDA aumentou as projeções para a safra mundial de café em 2026/27 e prevê recordes em produção, consumo e exportações, contribuindo para uma visão mais favorável da oferta global e reduzindo o prêmio de risco nas cotações.
Apesar das perdas nesta sessão, os operadores continuam a monitorar as condições climáticas no Brasil. O comportamento do clima durante o desenvolvimento das próximas floradas será um dos principais fatores para a definição dos preços no segundo semestre, especialmente diante das incertezas sobre a influência do El Niño nas regiões produtoras.
Por:
Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas








