Atualizado em: 30/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.630,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.270,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1.020,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1.020,00
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Café fecha a 5ª feira com ajustes técnicos em Nova Iorque e ganhos no...

Café começa a quinta-feira em valorização nas bolsas, mas investidores permanecem vigilantes em relação a…

O café arábica teve uma alta superior a 5 pontos em Nova York, enquanto o robusta também apresentou avanço em Londres. Contudo, a preocupação com a qualidade dos grãos persiste devido ao excesso de umidade no final da colheita.

Os preços do café começaram as negociações nesta quinta-feira (30) em alta nas bolsas internacionais, como parte de um movimento de recuperação após as perdas do pregão anterior. Os operadores continuam a monitorar o progresso da colheita brasileira e, principalmente, os efeitos das chuvas na qualidade da safra, um fator que ainda limita uma oferta mais abundante de cafés de alta qualidade.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 do café arábica estava sendo negociado a 331,45 cents de dólar por libra-peso, com um aumento de 565 pontos, ou seja, 1,72%. Os outros vencimentos também apresentavam valorização: o dezembro/26 subia 355 pontos, cotado a 312,10 cents/lbp, enquanto o março/27 avançava 4 pontos, alcançando 304,45 cents/lbp.

Na ICE Europe, em Londres, o robusta também mostrava sinais de recuperação. O contrato setembro/26 era negociado a US$ 3.791 por tonelada, com um ganho de US$ 18, correspondente a uma alta de 0,48%. O vencimento novembro/26 subia US$ 23, cotado a US$ 3.772 por tonelada; janeiro/27 registrava um aumento de US$ 24, alcançando US$ 3.740 por tonelada; enquanto março/27 subia US$ 39, chegando a US$ 3.725 por tonelada.

Apesar da recuperação técnica nas bolsas, o foco do mercado continua a ser o Brasil, o maior produtor e exportador mundial de café. As chuvas ocorridas na fase final da colheita aumentaram as preocupações com a qualidade dos grãos e com o progresso das atividades em várias regiões produtoras.

De acordo com informações do setor, o excesso de umidade está dificultando a secagem natural dos cafés, elevando o risco de fermentação indesejada e podendo comprometer características importantes da bebida, como aroma, sabor e uniformidade dos lotes. Em algumas áreas, os produtores tiveram que interromper temporariamente a colheita para evitar perdas ainda maiores.

Além dos efeitos na qualidade, as precipitações também desaceleram o ritmo da colheita, adiando a chegada de parte da safra ao mercado. Esse cenário mantém os compradores atentos à disponibilidade de cafés de melhor qualidade e ajuda a sustentar os preços internacionais, mesmo com a volatilidade observada nas últimas sessões.

Especialistas ressaltam que o momento requer atenção dos produtores. Em algumas propriedades, a estratégia tem sido antecipar parte da colheita antes da chegada de novas chuvas ou aumentar o uso de estruturas de secagem artificial para minimizar perdas de qualidade.

No mercado físico brasileiro, as negociações continuam de maneira cautelosa. Muitos produtores ainda comercializam apenas o volume necessário para atender a compromissos de curto prazo, enquanto aguardam uma maior definição sobre o comportamento das bolsas, do câmbio e dos impactos climáticos na qualidade da safra.

Nos próximos dias, o mercado seguirá monitorando a evolução das condições climáticas nas principais regiões produtoras, o andamento da colheita e a qualidade efetiva dos cafés que estão sendo disponibilizados. Esses fatores permanecem como os principais direcionadores das cotações internacionais neste momento.

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