O mercado observa o progresso da colheita no Brasil, a qualidade da safra e as condições climáticas nas principais regiões produtoras.
O mercado futuro do café iniciou as atividades desta quarta-feira (29) com um desempenho misto nas bolsas internacionais. Na ICE Futures US, em Nova York, o arábica apresenta leves altas, enquanto o robusta sofre perdas na ICE Europe, em Londres, em um cenário ainda influenciado pelo avanço da colheita brasileira e pela atenção às condições climáticas.
Por volta das 9h30 (horário de Brasília), o contrato setembro/26 do café arábica era negociado a 340,20 cents de dólar por libra-peso, com uma alta de 80 pontos. O contrato dezembro/26 recuava 50 pontos, cotado a 316,80 cents/lb, enquanto o março/27 era negociado a 307,80 cents/lb, com uma queda de 160 pontos.
No mercado do robusta, o contrato setembro/26 estava cotado a US$ 3.805 por tonelada, apresentando uma queda de US$ 72. O vencimento novembro/26 recuava US$ 77, para US$ 3.782 por tonelada, e o janeiro/27 era negociado a US$ 3.754 por tonelada, com uma baixa de US$ 70.
O mercado continua dividido entre a expectativa de uma oferta maior com o avanço da colheita brasileira e as preocupações relacionadas à qualidade dos grãos. O ritmo dos trabalhos tem avançado nas principais regiões produtoras, mas ainda está abaixo do que foi observado em anos anteriores devido aos atrasos causados pelas chuvas em junho.
Na área de atuação da Cooxupé, a colheita já alcançou 58,3% da safra, indicando uma aceleração nas atividades nas últimas semanas. Ao mesmo tempo, os agentes continuam monitorando os possíveis impactos das chuvas ocorridas durante a colheita sobre a qualidade dos lotes, um fator que ainda contribui para a volatilidade das cotações.
Outro aspecto observado pelos participantes do mercado é o debate sobre o equilíbrio entre a recuperação da oferta e a demanda global. Embora as projeções apontem para uma safra volumosa no Brasil, os estoques internacionais ainda permanecem relativamente baixos, o que mantém os preços sensíveis às informações sobre clima, qualidade e ritmo de comercialização.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas








