Atualizado em: 30/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.630,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.270,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1.020,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1.020,00
Atualizado em: 30/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.630,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.270,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1.020,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1.020,00
Café e cacau abrem semana em forte alta na bolsa de Nova York

Preocupações com a qualidade e clima mantêm preços internacionais do café, segundo Itaú BBA.

A recuperação da produção de café no Brasil deve resultar em uma safra histórica em 2026/27, embora os desafios climáticos enfrentados durante a colheita continuem a pressionar os preços no mercado internacional. Essa é a conclusão do Itaú BBA, conforme um relatório divulgado na quinta-feira (30/7).

Conforme a análise, o excesso de chuvas em junho atrasou a colheita, a secagem e o beneficiamento dos grãos, o que retardou a chegada do café novo ao mercado. Além disso, as chuvas causaram a queda de frutos em regiões-chave para a produção de arábica, como Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Mogiana, o que aumentou as preocupações em relação à qualidade da safra.

Esse panorama levou o mercado a revisar suas expectativas sobre uma rápida recuperação da oferta, conforme aponta a consultoria. Com estoques ainda limitados e produtores mais cautelosos nas vendas, os preços ganharam impulso. No início de julho, o contrato do café arábica em Nova York chegou a registrar uma alta de 16% em um único dia, influenciado também por fatores técnicos e financeiros.

Apesar da recente volatilidade, a consultoria salienta que as perspectivas para a oferta são mais favoráveis. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam uma produção global de 190 milhões de sacas na safra 2026/27, um aumento de 6,1% em relação ao ciclo anterior. Esse crescimento é impulsionado principalmente pela recuperação da produção brasileira, além de aumentos em países como Vietnã, Colômbia e Etiópia. O consumo mundial deve crescer para 180 milhões de sacas, um ritmo inferior ao da oferta, resultando em um superávit de quase 10 milhões de sacas e permitindo a recomposição dos estoques globais.

Para o Brasil, a previsão do USDA é de uma produção recorde de 71,9 milhões de sacas, um incremento de 14,1% em relação à safra anterior. Essa recuperação é atribuída principalmente ao aumento da produção de café arábica, favorecida por uma bienalidade positiva, condições climáticas mais favoráveis durante o desenvolvimento da lavoura e pela expansão das áreas cultivadas. Com essa maior disponibilidade, as exportações brasileiras de café verde podem aumentar quase 30%, alcançando 49,4 milhões de sacas.

Embora haja a expectativa de uma oferta mais ampla, a consultoria considera que o mercado continuará a monitorar de perto o ritmo da colheita, a chegada do café novo e, principalmente, os resultados das avaliações de qualidade. Outro fator a ser observado é a possibilidade de um El Niño mais intenso no segundo semestre, que pode afetar o desenvolvimento da safra 2027/28 e manter a volatilidade dos preços.

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