Atualizado em: 30/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.630,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.270,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1.020,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1.020,00
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Café cai forte em Nova York com avanço da colheita no Brasil e dólar forte;...

Café tem grande queda em Nova York devido ao avanço da colheita no Brasil e à valorização do dólar.

O clima seco acelera as atividades nas lavouras brasileiras, favorece a comercialização com o dólar valorizado em relação ao real e pressiona o preço do café arábica

Os contratos futuros do café arábica enfrentaram perdas significativas na Bolsa de Nova Iorque e encerraram o dia em território negativo nesta segunda-feira (3). De acordo com analistas e consultores de mercado, um movimento de liquidação reflete, principalmente, a melhora das condições climáticas nas principais regiões produtoras do Brasil e o fortalecimento do dólar em relação ao real, que atuaram como um dos fatores de pressão sobre os preços.

As quedas nas posições mais negociadas do arábica variaram de 2,9% a 3,3%, com o setembro a 321,15 e o março/27 a 296,60 cents/lb. Os preços recuaram ao longo do dia, em um movimento oposto ao de outras commodities agrícolas, e também acompanharam as perdas acentuadas do petróleo neste início de semana, com o mercado reagindo à possibilidade de retomada das negociações entre Irã e Estados Unidos. As quedas do brent e WTI ultrapassaram 5%.

Após um período de chuvas que atrasaram a colheita em partes do cinturão cafeeiro brasileiro, o retorno do tempo seco tem favorecido o avanço das atividades no campo, diminuindo as preocupações imediatas quanto à oferta. Assim, o mercado começa a precificar uma entrada mais rápida de café no circuito comercial, pressionando as cotações internacionais.

Entretanto, alguns pontos ainda geram preocupação, com chuvas fora de época limitando o progresso dos trabalhos de campo. Dados divulgados pela Expocacer nesta segunda-feira mostram que, ao final de julho, a área de atuação da cooperativa estava em 66%, comparada a 70% no mesmo período do ano anterior. “Na semana passada, os trabalhos foram parcialmente impactados por chuvas acima do esperado, desacelerando a colheita mecanizada, o recolhimento de café de chão e o transporte”, informou o boletim semanal da cooperativa.

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Além das condições climáticas, a valorização do dólar em relação ao real é outro fator importante nesta sessão. Um câmbio mais favorável aumenta a competitividade das exportações brasileiras e tende a estimular a comercialização por parte de produtores e exportadores, elevando a percepção de disponibilidade do produto no mercado internacional e reforçando a pressão sobre os futuros. Nesta segunda-feira, a moeda iniciou agosto com força em relação ao real, voltando a R$ 5,09.

Esse movimento ocorre após semanas de alta volatilidade, em que as cotações conseguiram encontrar suporte devido às incertezas sobre o desenvolvimento da safra brasileira e os impactos das chuvas durante a colheita. Agora, com o retorno do tempo firme, o mercado reduz parte do prêmio climático que havia sido incorporado aos preços.

Os operadores também estão atentos ao comportamento dos fundos de investimento, que estão ampliando a realização de lucros após a recuperação observada no final da semana passada. O aumento da aversão ao risco em alguns mercados e o fortalecimento da moeda norte-americana contribuem para esse movimento de ajuste nas commodities agrícolas.

Apesar das perdas desta segunda-feira, os analistas permanecem atentos ao ritmo real da colheita, à qualidade dos grãos e ao comportamento das exportações brasileiras nas próximas semanas. Embora o clima mais seco beneficie os trabalhos no campo, a avaliação da qualidade da safra continuará sendo um fator crucial para a formação dos preços nos mercados internacionais.

Assim, o mercado inicia a semana sob forte pressão, com os investidores reposicionando suas apostas diante da melhoria das condições para a oferta brasileira e do impacto do câmbio sobre a competitividade do maior produtor e exportador mundial de café.

NA CONTRAMÃO, ROBUSTA SOBE EM LONDRES

Em contraste com o arábica, os futuros do café robusta fecharam o pregão desta segunda-feira em alta na bolsa de Londres. Os ganhos variaram de US$ 4,00 a US$ 14,00 por tonelada, com o setembro encerrando o dia a US$ 3786,00 por tonelada, e o janeiro/27 a US$ 3756,00.

O mercado encerrou a sessão com leves altas, sustentado por um movimento de cobertura de posições vendidas e pela percepção de que a oferta da variedade continua mais ajustada no mercado físico. Enquanto o avanço da colheita brasileira impacta diretamente o arábica, os operadores acreditam que o robusta ainda encontra suporte em estoques globais relativamente apertados e na demanda sólida da indústria de café solúvel e dos blends, conforme explicam analistas e consultores internacionais.

Os dados que mostraram que as exportações vietnamitas aumentaram 21,1% de janeiro a julho em relação ao mesmo período do ano passado também estiveram no radar dos traders nesta segunda-feira.

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