Atualizado em: 18/08/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.730,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.350,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1.040,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1.070,00
Atualizado em: 18/08/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.730,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.350,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1.040,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1.070,00
Produtor de café do Brasil avalia que nova safra ainda não bate 2020 e...

Café Arábica registra valorização na Bolsa de Nova York nesta quinta-feira (17), focando na oferta…

Os preços do café apresentaram comportamentos divergentes nesta quinta-feira. O café arábica fechou em alta, mantendo-se abaixo do pico de 6,5 meses alcançado na quarta-feira, enquanto o robusta enfrenta pressão devido ao aumento dos estoques, que atingiram o maior nível em 5,25 meses, totalizando 4.622 lotes na terça-feira.

Os avanços no setor de arábica foram contidos, uma vez que o clima mais seco no Brasil acelerou o ritmo da colheita de café no país. A cooperativa brasileira Cooxupé informou na quarta-feira que 81,1% da colheita estava finalizada até 14 de agosto, um aumento de 7 pontos percentuais em comparação à semana anterior, mas ainda ligeiramente abaixo dos 86,1% registrados no mesmo período do ano passado.

A precipitação abaixo do normal no Brasil deve acelerar o processo de colheita de café, o que é um fator negativo para os preços. A Somar Meteorologia informou nesta segunda-feira que apenas 0,6 mm de chuva, ou 11% da média histórica, foram registrados na semana que terminou em 16 de agosto em Minas Gerais, a principal região produtora de café arábica do país.

Na quarta-feira, os preços do café arábica dispararam, atingindo o maior nível em 6,5 meses, impulsionados pela lentidão da safra brasileira, que limita a oferta. A Safras & Mercado relatou na última sexta-feira que a safra de café brasileira 2026/27 estava 90% completada até 12 de agosto, abaixo dos 97% do ano anterior e da média de 94% dos últimos cinco anos. A colheita de café arábica no Brasil estava 86% finalizada, também abaixo dos 95% registrados no ano passado.

A diminuição dos estoques é um aspecto positivo para os preços do café arábica, com os estoques de café arábica da ICE caindo para o menor nível em 2,75 anos, totalizando 229.214 sacas na terça-feira. Em contrapartida, o aumento dos estoques é um fator negativo para o café robusta, uma vez que os estoques da ICE atingiram o maior nível em 5,25 meses, chegando a 4.622 lotes na terça-feira.

Os preços do café também foram impulsionados pelo devastador terremoto que ocorreu na última segunda-feira na Colômbia, o segundo maior produtor mundial de grãos de arábica. Entre as áreas afetadas pelo terremoto de magnitude 7,4 estavam as províncias produtoras de café de Caldas e Risaralda, que respondem por cerca de um quarto da produção colombiana.

A Colômbia retomou parcialmente as exportações de café pelo porto de Buenaventura, que é responsável pela maior parte do comércio internacional, conforme reportagem da Bloomberg publicada na última quinta-feira, citando o presidente da Associação Colombiana de Exportadores de Café (Asoexport). No entanto, o tráfego portuário ainda é intermitente e limitado. Segundo a reportagem, o terremoto não causou danos significativos às instalações de processamento e beneficiamento de café, de acordo com os exportadores.

A preocupação de que o fenômeno climático El Niño possa impactar a safra de café do Brasil no próximo ano é um fator que favorece os preços. A Commercial, empresa de comercialização de café, indicou que o El Niño pode atrasar as chuvas no Brasil em setembro e outubro, período crítico para a floração das árvores, prejudicando a safra de café brasileira de 2026/27. Em 8 de julho, o Centro de Previsão Climática dos EUA comentou que o El Niño, que surgiu no Pacífico equatorial no mês passado, provavelmente será um dos mais intensos dos últimos 75 anos. Isso pode gerar condições propensas a meses de inundações, secas e flutuações de temperatura ainda este ano, afetando a produção de café na Ásia e na América do Sul.

O aumento significativo das exportações de café do Vietnã, o maior produtor mundial de robusta, está pressionando os preços do café. Em 2 de agosto, o Escritório Nacional de Estatísticas do Vietnã divulgou que as exportações de café vietnamitas em 2026 (janeiro a julho) cresceram 21,1% em relação ao ano anterior, totalizando 1,31 milhão de toneladas. As exportações de café do Vietnã em 2025 também mostraram um aumento de 17,5% em relação ao ano anterior, alcançando 1,58 milhão de toneladas. Além disso, a produção de café do Vietnã em 2025/26 deverá aumentar 6% em relação ao ano anterior, atingindo o maior nível em quatro anos, com 1,76 milhão de toneladas (29,4 milhões de sacas).

A última previsão semestral do USDA foi negativa para os preços do café. Em 22 de julho, o USDA previu que a produção global de café na safra 2026/27 aumentará 6,0% (10,8 milhões de sacas), alcançando um recorde de 189,7 milhões de sacas, principalmente devido à melhoria nas condições de cultivo no Brasil. O USDA espera que a produção global de arábica cresça 12% em relação ao ano anterior, enquanto a produção de robusta deve cair 0,7% em relação ao ano passado. Os estoques finais mundiais devem subir 1,9 milhão de sacas, totalizando 26,3 milhões de sacas. Em 3 de junho, o Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do USDA previu uma safra recorde de café no Brasil em 2026/27, com 71,9 milhões de sacas, um aumento de 14% em comparação ao ano anterior.

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