Atualizado em: 10/09/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.560,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.200,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 940,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 980,00
Atualizado em: 10/09/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.560,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.200,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 940,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 980,00

Brasil exporta mais café em setembro, mas preço médio recua

O Brasil exportou mais café no início de setembro, mas recebeu menos por saca em comparação com o mesmo período do ano passado. Nos quatro primeiros dias úteis do mês, os embarques de café em grão chegaram a 1,099 milhão de sacas de 60 quilos, enquanto o preço médio ficou em US$ 318,36 por saca.

Os dados mostram um movimento importante para o mercado: o volume cresce com a entrada da nova safra, mas a receita média por unidade recua. Para o produtor, isso reforça a necessidade de acompanhar não apenas a quantidade embarcada, mas também qualidade, diferenciais, câmbio e condições de comercialização.

Exportações cresceram 85,4% no começo de setembro

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior citados pelo Portal do Agronegócio, a média diária dos embarques nos quatro primeiros dias úteis de setembro foi 85,4% superior à registrada no mesmo período de 2025.

A receita acumulada alcançou US$ 350,146 milhões, com média diária de US$ 87,536 milhões. Apesar do avanço, o preço médio de US$ 318,36 por saca ficou 12,7% abaixo do observado em setembro do ano anterior.

Mais volume não significa maior retorno por saca

A diferença entre volume e preço médio ajuda a explicar por que o crescimento das exportações não se transforma automaticamente em valorização para cada lote. Uma maior oferta disponível pode aumentar a concorrência entre vendedores, enquanto a qualidade e o tipo de café continuam determinando os diferenciais pagos pelos compradores.

Agosto também teve mais embarques

O resultado de setembro dá continuidade ao desempenho de agosto. Naquele mês, o Brasil exportou 3,443 milhões de sacas de café em grão, com crescimento de 44,6% na média diária em relação a agosto de 2025.

A receita de agosto chegou a US$ 1,096 bilhão e cresceu 24,1% na média diária. O preço médio, porém, recuou 14,2% na comparação anual, para US$ 318,39 por saca.

O conjunto dos dados indica recuperação do fluxo de oferta brasileira, mas também uma pressão sobre o valor médio das unidades embarcadas.

Como o cenário influencia o mercado

Nova York e o dólar

O preço internacional do arábica e a variação do dólar continuam entre os principais fatores que influenciam a formação das ofertas no mercado físico. Quando os contratos futuros recuam, compradores tendem a reduzir as bases de compra; quando há recuperação, o interesse por novos negócios pode aumentar.

Esse movimento não altera a cotação oficial apresentada pelo Café Manhuaçu, que possui processo próprio de atualização. O artigo trata apenas do contexto das exportações e dos fatores de mercado.

Qualidade e diferenciais

Mesmo em um cenário de oferta maior, cafés com melhor bebida, preparo e rastreabilidade podem manter diferenciais em relação aos lotes comerciais. A separação adequada dos lotes e o cuidado na pós-colheita ajudam o produtor a apresentar melhor o produto aos compradores.

O que o produtor deve observar

O ritmo de exportações é um indicador relevante, mas não deve ser usado sozinho para decidir o momento de venda. Antes de negociar, o cafeicultor precisa avaliar necessidade de caixa, custos de armazenagem, qualidade do lote, prazo de pagamento e condições oferecidas pelo comprador.

Também é importante acompanhar a evolução da safra e as condições climáticas da próxima florada. A primeira Pesquisa Safra Café do Sistema Faemg Senar, por exemplo, reuniu dados de propriedades mineiras para ampliar a base de informação usada no planejamento do setor.

Veja também a análise do Café Manhuaçu sobre a estimativa da safra de café em Minas Gerais.

Mercado segue entre oferta maior e incertezas

A entrada de café da safra 2026/27 tende a ampliar a disponibilidade no curto prazo, mas o mercado ainda acompanha estoques, clima, logística e demanda. Por isso, a combinação de mais embarques com preço médio menor não permite concluir, sozinha, qual será a trajetória das cotações nas próximas semanas.

Para a cafeicultura de Minas Gerais e da Zona da Mata, o cenário reforça a importância de decisões graduais, controle de qualidade e leitura conjunta dos indicadores, sem confundir dados de exportação com uma cotação local automática.

Fonte consultada: Portal do Agronegócio, com dados da Secretaria de Comércio Exterior.

Sacas de café brasileiro preparadas para exportação em terminal portuário

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