Os contratos futuros do café arábica encerraram a segunda-feira (31) com leve estabilidade e pequenas altas na Bolsa de Nova York, em uma sessão de consolidação após as recentes quedas. O contrato para dezembro/26 subiu 0,45, alcançando 314 cents de dólar por libra-peso, enquanto o março/27 foi cotado a 301,80, com um aumento de 0,4%.
O mercado continua a encontrar suporte devido aos estoques reduzidos. Os estoques de café arábica monitorados pela ICE caíram na última sexta-feira para 223.976 sacas, o menor nível em 27 anos.
Por outro lado, a expectativa de uma maior oferta do Brasil limita a elevação dos preços. De acordo com a Safras & Mercado, a colheita brasileira da safra 2026/27 estava 97% concluída até 26 de agosto, abaixo dos 100% registrados no mesmo período do ano anterior e da média de cinco anos, que é de 98%. A colheita de arábica estava em 96%.
As condições climáticas para a próxima safra também permanecem sob observação. Chuvas acima da média em Minas Gerais, a principal região produtora de arábica do Brasil, podem favorecer a florada, enquanto as preocupações em relação ao fenômeno El Niño mantêm um componente de suporte para os preços.
Dessa forma, o café finalizou o primeiro pregão da semana praticamente estável, equilibrando a expectativa de maior oferta brasileira com estoques internacionais ainda bastante limitados.
MERCADO BRASILEIRO
No mercado brasileiro, a segunda-feira também foi marcada por preços estáveis na maioria das praças pesquisadas pelo Notícias Agrícolas.
Para o cereja descascado, os preços variaram de R$ 1824,00 a R$ 1950,00 por saca, dependendo da região. Nas principais regiões, as cotações fecharam o dia sem alteração. Já para o tipo 6 bebida dura, os valores variaram entre R$ 1700,00 e R$ 1850,00 por saca.







