Os tipos arábica e robusta estão em alta nas bolsas internacionais, embora o cenário ainda seja restrito pelo avanço da colheita no Brasil e pelas previsões de uma safra recorde apresentadas pelo USDA.
Os preços do café fecharam a sessão desta sexta-feira (24) com alta nas bolsas internacionais, em um movimento de recuperação técnica após as perdas significativas do pregão anterior. Apesar dessa reação, o mercado continua sob pressão dos fundamentos negativos, devido ao avanço da colheita no Brasil e às expectativas de uma oferta global ampla para a safra 2026/27.
Na ICE Futures US, o contrato de setembro/26 do café arábica finalizou cotado a 313,80 cents de dólar por libra-peso, com um aumento de 440 pontos. O contrato de dezembro/26 subiu 160 pontos, encerrando a 298,05 cents/lb, enquanto o de março/27 teve um acréscimo de 70 pontos, alcançando 291,25 cents/lb.
Na ICE Europe, o contrato de setembro/26 do café robusta foi negociado a US$ 3.757 por tonelada, com uma valorização de US$ 49. O vencimento de novembro/26 fechou a US$ 3.738 por tonelada, com uma alta de US$ 39, enquanto o janeiro/27 terminou a US$ 3.700 por tonelada, com um ganho de US$ 33.
A recuperação observada na sexta-feira ocorreu após o mercado atingir os menores níveis das últimas semanas, o que favoreceu compras técnicas e a cobertura de posições vendidas. No entanto, os investidores continuam a avaliar um cenário de maior disponibilidade de café, impulsionado pelo avanço da colheita no Brasil e pelas estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicam uma produção mundial recorde de 189,7 milhões de sacas para a safra 2026/27. O órgão também prevê recordes para o consumo e as exportações globais, mas com um superávit de oferta e a recomposição dos estoques finais.
No Brasil, o ritmo da colheita é o principal fator que direciona as cotações. A entrada gradual da nova safra aumenta a oferta física, enquanto o mercado observa as condições climáticas para a conclusão dos trabalhos e o desenvolvimento das lavouras que formarão a próxima safra. Mesmo com a recuperação desta sexta-feira, a expectativa de uma oferta mais confortável no mercado internacional continua a limitar movimentos mais consistentes de alta.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas







