O café arábica apresenta uma leve queda em Nova York, enquanto o robusta recua em Londres; o progresso da colheita, as condições climáticas favoráveis e a cautela dos produtores brasileiros permanecem no radar dos investidores.
Os preços do café começaram a semana em baixa nas bolsas internacionais, após a recuperação observada na última sexta-feira. O mercado continua a monitorar o avanço da colheita no Brasil, o maior produtor global, além das condições climáticas e da disponibilidade de oferta.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato para setembro/26 do café arábica estava sendo negociado a 321,60 cents de dólar por libra-peso, com uma queda de 170 pontos. O contrato para dezembro/26 recuava 60 pontos, sendo cotado a 303,20 cents/libra-peso.
Na ICE Europe, em Londres, o contrato para setembro/26 do café robusta era cotado a US$ 3.847 por tonelada, com uma redução de 30 dólares. O vencimento para novembro/26 registrava uma baixa de 20 dólares, sendo negociado a US$ 3.809 por tonelada.
Após encerrar a última sessão com uma recuperação em ambas as bolsas, os investidores iniciam a semana realizando lucros e acompanhando o progresso da colheita brasileira. A previsão de tempo seco na maioria das regiões produtoras deve favorecer os trabalhos agrícolas e aumentar a oferta da nova safra nas próximas semanas.
Entretanto, o mercado físico brasileiro continua com liquidez limitada. De acordo com a avaliação do Escritório Carvalhaes, muitos produtores estão vendendo apenas o necessário para cumprir compromissos de curto prazo, aguardando preços mais atrativos, enquanto compradores continuam ativos em busca de lotes de café.
Outro fator que ainda garante suporte às cotações é o baixo volume de estoques certificados de arábica na ICE, que permanecem próximos dos menores níveis dos últimos anos, mantendo o mercado atento ao equilíbrio entre oferta e demanda global.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas








