Atualizado em: 17/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.570,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.270,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1.020,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1.050,00
Atualizado em: 17/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.570,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.270,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1.020,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1.050,00
Colheita de café supera metade do previsto na área de atuação da Expocacer

Produção de café ultrapassa 50% da meta estabelecida na região da Expocacer.

A colheita do café arábica na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) atingiu 51% do total estimado para a safra 2026/27 até a última sexta-feira, 17 de julho. Essa evolução está abaixo da registrada no mesmo período do ano passado, quando 58% das atividades de campo já haviam sido concluídas.

De acordo com o boletim técnico semanal da cooperativa, chuvas isoladas na última semana impactaram temporariamente a secagem nos terreiros e dificultaram as operações mecanizadas de coleta do café no chão.

Apesar desses contratempos, os especialistas da Expocacer relatam que as condições climáticas permitiram a continuidade da colheita dos frutos nas plantações dos cooperados do Cerrado Mineiro, possibilitando esse avanço.

Até o presente momento, cerca de 31% do café já foi processado, com um rendimento médio em torno de 520 litros por saca beneficiada. Na semana passada, observou-se um aumento no percentual de catação (19,7%) e uma diminuição na proporção de grãos com peneira 17 ou superior (27,65%). Também foi registrado um baixo percentual de cafés afetados pela broca.

Atualmente, de acordo com os técnicos de campo da Expocacer, a principal preocupação é a necessidade de acelerar o ritmo das colheitas, que ainda estão atrasadas em comparação à média histórica da região.

Os especialistas explicam que a permanência dos frutos nas plantas aumenta o estresse fisiológico e diminui o intervalo entre o final da colheita e o início da florada, prejudicando o período de recuperação das lavouras.

Esse cenário, conforme os técnicos da cooperativa, pode limitar a recuperação das reservas nutricionais e energéticas das plantas, impactando negativamente o desenvolvimento vegetativo, a uniformidade da florada e, por consequência, o potencial produtivo da próxima safra.

CONDIÇÕES CLIMÁTICAS
Nos próximos dias, os modelos meteorológicos preveem tempo seco, sem expectativa de chuvas significativas até 22 de julho, o que favorece a continuidade das operações de campo.

Os técnicos da Expocacer destacam que essa condição seca, juntamente com a elevação gradual das temperaturas máximas, tende a acelerar o progresso da colheita, proporcionando melhores condições para as operações mecanizadas e minimizando interrupções causadas pela umidade.

Além disso, esse cenário é favorável ao processo de secagem dos cafés nos terreiros, aumentando a eficiência operacional e preservando a qualidade dos grãos.

Embora o tempo seco predomine, os técnicos recomendam que os produtores acompanhem as condições específicas de cada município e propriedade, uma vez que a distribuição das chuvas pode variar localmente e influenciar o ritmo das operações de colheita e pós-colheita.

SOBRE A EXPOCACER
Com um faturamento estimado em torno de R$ 3 bilhões em 2025 e mais de 800 produtores associados, a Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado prevê uma produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua região de atuação em 2026.

Atualmente, a cooperativa possui 19,4 mil hectares de café certificados em cafeicultura regenerativa e 29 mil hectares sob manejo regenerativo, tornando-se a primeira cooperativa do mundo a obter a certificação em Agricultura Regenerativa da Regenagri®, concedida pela Control Union após auditoria independente.

A entidade também passou por auditorias recentes e validou seus processos e propriedades cooperadas junto à Rainforest Alliance. Esse avanço inclui a adequação aos padrões Sustainable Agriculture Standard (SAS) e Regenerative Agriculture Standard (RAS) da organização internacional, ampliando o alinhamento de sua cadeia produtiva com as exigências socioambientais mais rigorosas do mercado global.

A Expocacer é uma das seis cooperativas que integram a governança da Região do Cerrado Mineiro, a primeira Denominação de Origem para café no Brasil. Trata-se de uma Indicação Geográfica (IG) que abrange 55 municípios e conta com a participação direta de mais de 4.500 produtores, distribuídos em 250 mil hectares de área plantada, território demarcado para a produção de um café com características únicas, que não podem ser encontradas em nenhum outro lugar.

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