Café arábica registra queda de 1.435 pontos em Nova York, enquanto o robusta recua 54 pontos em Londres; o mercado observa o andamento da colheita no Brasil e a demanda no setor físico.
Os preços do café começaram a terça-feira (7) em baixa nas bolsas internacionais, após os significativos avanços observados nas sessões anteriores.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 do café arábica apresentava uma queda de 1.435 pontos, sendo negociado a 335,60 cents/lbp. O vencimento dezembro/26 também recuava, perdendo 1.395 pontos, cotado a 321,45 cents/lbp.
Em Londres (ICE Europe), o café robusta seguia a tendência de baixa. O contrato setembro/26 mostrava uma redução de 54 pontos, com negociação a US$ 3.990 por tonelada, enquanto o vencimento novembro/26 caía 57 pontos, sendo cotado a US$ 3.950 por tonelada.
No mercado físico brasileiro, a situação continua com pouca disponibilidade de café. De acordo com a análise do escritório Carvalhaes, a demanda permanece alta para todos os padrões de arábica, mas o volume de negócios está abaixo das expectativas dos compradores. A consultoria aponta que ainda há pouco café da safra 2025/26 nas mãos dos produtores, e a nova safra está entrando de maneira gradual, enfrentando desafios climáticos, a redução da produção e problemas de mão de obra. Por conta disso, muitos cafeicultores estão vendendo apenas o necessário, aguardando uma maior clareza sobre o comportamento do mercado nos próximos meses.
Nas lavouras, a previsão do Climatempo indica um aumento das instabilidades entre esta terça e quarta-feira na região leste do Sudeste, com chuvas isoladas em áreas do leste de São Paulo, no Rio de Janeiro e na Zona da Mata mineira. Nas outras regiões produtoras do interior do Sudeste, o clima deve permanecer seco, o que favorece o progresso da colheita. A partir da segunda metade da semana, a predominância do tempo seco deve voltar à maioria das áreas cafeeiras, enquanto o Espírito Santo e o sul da Bahia podem registrar chuvas esparsas. Também é prevista uma queda nas temperaturas entre São Paulo e o Sul de Minas Gerais, mas, até o momento, não há sinais de frio extremo ou risco de danos aos cafezais.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas








