O mercado está corrigindo parte dos expressivos ganhos da véspera, impulsionado pela diminuição dos riscos de geadas e pela expectativa de um aumento na oferta de café brasileiro.
Os preços do café começaram as transações desta sexta-feira (10) com uma queda acentuada nas bolsas internacionais. Após a alta significativa observada na sessão anterior, o mercado realiza lucros e responde à melhoria nas condições climáticas nas principais áreas de produção do Brasil, reduzindo os prêmios de risco que haviam elevado os preços nos últimos dias.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato de setembro/26 era negociado a 321,00 cents por libra-peso, com uma queda de 2.690 pontos. O contrato de dezembro/26 recuava 2.455 pontos, sendo cotado a 303,65 cents/lbp.
Na ICE Europe, o robusta também acompanhava a tendência negativa. O contrato de setembro/26 era negociado a US$ 3.799 por tonelada, com uma diminuição de 244 pontos, enquanto o de novembro/26 recuava 233 pontos, para US$ 3.769 por tonelada.
A pressão sobre os preços surge após a significativa valorização observada na quinta-feira, quando as cotações foram sustentadas pelas preocupações com o clima no cinturão cafeeiro brasileiro. Com as previsões mais recentes indicando a ausência de geadas e um menor risco de frio intenso nas principais regiões produtivas, parte desse prêmio climático começou a ser eliminada do mercado. Simultaneamente, o avanço da colheita aumenta a expectativa de um maior volume de café entrando no mercado nas próximas semanas, favorecendo a realização de lucros.
Embora haja uma queda nesta abertura, o mercado continua atento ao comportamento do clima durante o restante do inverno e ao progresso da colheita brasileira. Os investidores permanecem monitorando a qualidade dos grãos e a evolução da oferta, fatores que devem manter a volatilidade alta nas transações nas próximas semanas.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas








