O mercado observa um cenário favorável para as atividades agrícolas, enquanto os estoques certificados continuam em níveis historicamente baixos.
Os preços do café começaram as negociações desta quarta-feira (1º) em alta nas bolsas internacionais. O mercado é sustentado pela continuidade da diminuição dos estoques certificados de arábica na ICE Futures US, ao mesmo tempo em que acompanha o progresso da colheita brasileira, favorecida pelo predomínio de condições secas nas principais regiões produtoras.
Por volta das 7h40 (horário de Brasília), os principais contratos do café arábica apresentavam valorização na Bolsa de Nova York (ICE Futures US).
Café Arábica – Nova York
Julho/26: 311,20 cents/lbp, alta de 2.010 pontos;
Setembro/26: 301,55 cents/lbp, alta de 510 pontos;
Dezembro/26: 286,25 cents/lbp, alta de 415 pontos.
Em Londres, os contratos de robusta também estavam em alta.
Café Robusta – Londres
Julho/26: US$ 3.845 por tonelada, alta de 84 pontos;
Setembro/26: US$ 3.727 por tonelada, alta de 69 pontos;
Novembro/26: US$ 3.682 por tonelada, alta de 70 pontos.
O mercado continua sendo apoiado pela oferta limitada de café certificado. Segundo análise do Escritório Carvalhaes, os estoques certificados de café arábica da ICE Futures US caíram mais 3.069 sacas, totalizando 377.465 sacas. No mesmo período do ano passado, o volume era de 841.173 sacas, resultando em uma diminuição de 463.708 sacas em um ano.
Ainda conforme o Escritório Carvalhaes, os estoques têm apresentado quedas consecutivas. Apenas em maio, a redução foi de 63.853 sacas. Em abril, o recuo foi de 58.191 sacas e, ao considerar todo o ano de 2025, as perdas somaram 526.812 sacas, equivalente a uma retração de 53,76%. Este cenário continua sendo um dos principais fatores de suporte para os preços internacionais.
No mercado físico brasileiro, a consultoria ressalta que o arábica permanece firme, com forte interesse de compra. As ofertas aumentaram, acompanhando a movimentação da Bolsa de Nova York, embora em menor intensidade. O volume de negócios cresceu, mas muitos produtores adotam uma postura cautelosa, preferindo adiar novas vendas enquanto aguardam uma maior definição sobre a evolução dos preços durante a safra.
As condições climáticas também continuam favoráveis para as atividades agrícolas. Segundo a Climatempo, o tempo seco deve predominar na maior parte das regiões produtoras durante esta semana, favorecendo tanto o avanço da colheita quanto a secagem dos grãos. As chuvas mais intensas continuam concentradas na Região Sul do país, enquanto nas áreas cafeeiras do Sudeste são esperadas apenas chuvas isoladas e de baixo volume, principalmente a partir de sexta-feira.
A previsão também indica um aumento nas temperaturas durante o dia e a ausência de episódios de frio intenso nas principais regiões produtoras. Para a primeira quinzena de julho, espera-se a predominância de tempo seco, condição considerada benéfica para o andamento da colheita e das atividades de pós-colheita, sem previsão de chuvas tão frequentes quanto as observadas em junho.








