O preço do café arábica tem um aumento superior a mil pontos em Nova Iorque, enquanto o robusta avança até 87 pontos em Londres, com os investidores observando atentamente o posicionamento dos fundos e as condições climáticas nas áreas produtoras.
Os valores do café iniciaram a terça-feira (30) com um expressivo aumento nas bolsas internacionais, recuperando parte das perdas observadas no fechamento da semana passada. O mercado é impulsionado pelo comportamento dos fundos de investimento e pelas incertezas relacionadas às condições climáticas nas principais regiões produtivas.
Pela manhã, o contrato de setembro/26 do café arábica, negociado na ICE Futures US, subia 1.075 pontos, sendo cotado a 288,55 cents por libra-peso. O vencimento de julho/26 apresentava uma alta de 435 pontos, alcançando 291,10 cents/lbp, enquanto o de dezembro/26 subia 1.050 pontos, negociado a 273,90 cents/lbp.
No mercado da ICE Europe, em Londres, o café robusta também mostrava crescimento. O contrato de setembro/26 avançava 84 pontos, sendo cotado a US$ 3.648 por tonelada. O vencimento de julho/26 caía 56 pontos, cotado a US$ 3.761 por tonelada, enquanto o de novembro/26 registrava um ganho de 87 pontos, negociado a US$ 3.597 por tonelada.
Além das condições climáticas, o mercado está atento ao comportamento dos fundos de investimento. Em uma análise publicada pelo Investing.com, Jeremias Nascimento ressalta que o recente movimento de alta dos preços não é atribuído apenas ao clima, mas também à recomposição de posições pelos fundos, que aumentaram sua exposição ao mercado de café após terem reduzido posições vendidas. De acordo com o analista, esse fluxo financeiro tem intensificado a volatilidade e contribuído para movimentos mais acentuados nas cotações.
As atenções continuam voltadas para o desenvolvimento da safra brasileira e para as condições climáticas nos próximos meses, fatores que permanecem cruciais para as perspectivas de oferta global. Embora a colheita no Brasil esteja avançando, o mercado se mostra sensível a qualquer alteração nas previsões meteorológicas que possa afetar a produtividade e a qualidade da próxima safra.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas








