SÃO PAULO, 29 Jun (Reuters) – A colheita de café arábica realizada pelos produtores da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) alcançou 27% de sua área total, comparado a 35% no mesmo período do ano passado, com as chuvas atrasando os trabalhos e levantando preocupações sobre a qualidade.
A Expocacer informou, em comunicado nesta segunda-feira, que 12% do volume colhido já foi beneficiado, apresentando rendimentos médios entre 550 e 570 litros por saca de 60 kg.
“Esse atraso é justificado, segundo boletim técnico da Expocacer, pela ocorrência de chuvas na quarta semana de junho, que causaram atrasos nos trabalhos de colheita e no beneficiamento…”, declarou o relatório.
Até o momento, junho registrou uma média de 38,2 milímetros de chuva, um nível superior ao observado no mesmo período da safra anterior (9,2 mm), conforme dados da cooperativa.
A organização de produtores também destacou que as chuvas resultaram em uma redução de aproximadamente 25% dos frutos, “o que pode comprometer a produtividade e a qualidade de parte dos lotes”.
O aumento do volume de café de varrição tende a causar queda na produtividade, uma vez que parte dos grãos é perdida antes da colheita.
Técnicos da Expocacer constataram que as chuvas e a alta umidade registradas provocaram uma florada antecipada em várias áreas do Cerrado Mineiro, uma condição que poderá impactar a safra de 2027 devido ao aumento da possibilidade de maturação desuniforme.
A cooperativa também mencionou que a previsão meteorológica para o período de 27 de junho a 1º de julho não indica possibilidade de chuvas na região de Patrocínio, o que deve facilitar o progresso da colheita e proporcionar melhores condições para a secagem e o beneficiamento dos cafés.
(Por Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)








