Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
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Café tem alta na bolsa, mas situação no Brasil é diferente e gera preocupação para…

O café arábica apresenta uma valorização superior a 1.100 pontos, enquanto o robusta também avança consideravelmente, em meio a preços internos que continuam sob pressão devido à proximidade da colheita.

O mercado cafeeiro fechou esta quinta-feira (23) com um expressivo aumento nas bolsas internacionais, em um movimento de recuperação técnica após as recentes quedas. Entretanto, no contexto brasileiro, a situação ainda requer cuidados, uma vez que os fundamentos internos continuam a pressionar os preços físicos e o ritmo de vendas.

Na Bolsa de Nova York, o café arábica teve ganhos significativos. O contrato para maio/26 fechou a 316,35 cents/lb, com alta de 1.395 pontos. O contrato de julho/26 encerrou a 300,35 cents/lb, avançando 1.120 pontos. O setembro/26 subiu 995 pontos, sendo cotado a 288,35 cents/lb. O contrato de dezembro/26 terminou a 279,45 cents/lb, com uma valorização de 925 pontos.

Em Londres, o robusta também mostrou uma recuperação sólida. O contrato de maio/2026 fechou a US$ 3.692 por tonelada, com alta de 153 pontos. O julho/26 encerrou a US$ 3.507 por tonelada, avançando 103 pontos. O setembro/26 subiu 93 pontos, cotado a US$ 3.421 por tonelada. Já o novembro/26 terminou a US$ 3.348 por tonelada, com alta de 91 pontos.

O aumento nas bolsas reflete, em grande parte, um movimento de recuperação após perdas recentes e ajustes técnicos dos fundos, além da busca por recomposição de posições. No caso do robusta, o mercado internacional também responde após atingir mínimas de vários meses, o que abriu espaço para esse repique nas cotações.

Apesar disso, o cenário interno brasileiro permanece mais pressionado. Segundo o Cepea, os preços do café têm mostrado alta volatilidade em abril, mas com tendência de queda, especialmente para o robusta. No Espírito Santo, principal estado produtor da variedade, os preços estão em declínio com a aproximação da colheita, que deve acelerar nas próximas semanas.

Ainda de acordo com o Cepea, a média parcial de abril para o robusta é a mais baixa desde março de 2024, mesmo considerando valores ajustados pela inflação. Essa tendência está diretamente relacionada à expectativa de aumento da oferta, que começa a se concretizar com o avanço da safra. Para o arábica, a pressão no mercado físico é evidente, com preços internos caindo, mesmo diante das oscilações externas.

Além da safra, o ambiente de negociação também influencia. Com os produtores ainda capitalizados após períodos de preços altos, não há uma pressão imediata para vendas, resultando em um mercado mais estagnado. Simultaneamente, compradores estão operando com cautela, aguardando uma maior disponibilidade de produto com o avanço da colheita.

Esse contexto ressalta um ponto importante: a alta nas bolsas nem sempre se traduz em valorização no mercado físico. Neste momento, a proximidade da safra e o aumento esperado da oferta continuam a ser os principais fatores que influenciam a formação de preços no Brasil, mantendo o mercado sensível e exigindo atenção redobrada nas decisões de comercialização.

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