Arábica registra alta superior a 3% em Nova York, enquanto o robusta avança acima de 1% em Londres, com o mercado reavaliando os riscos para a oferta global.
Os preços do café fecharam a segunda-feira (27) com uma forte valorização nas bolsas internacionais, impulsionados por um movimento de correção técnica após as quedas da semana anterior e pela persistência das preocupações relacionadas à safra brasileira de 2026/27.
Na ICE Futures US, o contrato setembro/26 do arábica encerrou cotado a 324,55 cents de dólar por libra-peso, apresentando uma alta de 3,43%. O vencimento dezembro/26 subiu 2,63%, finalizando a 305,90 cents/lbp.
Na ICE Europe, o robusta setembro/26 fechou o dia cotado a US$ 3.799 por tonelada, com uma valorização de 1,12%. O contrato novembro/26 avançou 1,15%, atingindo US$ 3.781 por tonelada.
De acordo com a análise da Safras & Mercado, a recuperação foi impulsionada principalmente pela cobertura de posições vendidas de fundos e especuladores, após o contrato setembro acumular uma perda próxima de 2% na semana anterior. Este movimento técnico encontrou suporte em fundamentos que continuam sustentando as cotações.
Entre os fatores, persistem as preocupações com a safra brasileira. Apesar da colheita ter se acelerado nas últimas semanas, ela ainda está atrasada em comparação ao ritmo histórico, devido às chuvas registradas durante o ciclo. Além do atraso, o excesso de umidade continua gerando dúvidas sobre a qualidade dos cafés arábicas produzidos nesta temporada.
O mercado também está atento ao desenvolvimento do fenômeno El Niño e aos possíveis impactos sobre as próximas safras dos principais países produtores, o que reforça a percepção de risco para a oferta global.
Outro fator de suporte continua sendo a diminuição dos estoques certificados de café arábica na ICE Futures US. As sucessivas quedas nesses volumes indicam uma oferta disponível ainda limitada para entrega, cenário que ajuda a manter os preços em níveis elevados, mesmo diante da alta volatilidade observada nas últimas semanas.
Apesar da recuperação desta segunda-feira, os operadores permanecem cautelosos. A liquidez continua baixa e o mercado ainda é bastante sensível a novas informações sobre o clima nas regiões produtoras, o andamento da colheita brasileira e o comportamento da demanda global, fatores que devem continuar a determinar o rumo das cotações nos próximos dias.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas








