A instabilidade climática em áreas produtoras reacende as preocupações sobre a oferta de café e impulsiona as bolsas nesta quinta-feira.
O clima voltou a ser o foco principal, sustentando os preços do café arábica em Nova Iorque e do robusta em Londres.
No fechamento desta quinta-feira (28), o café arábica na Bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US) registrou alta nos principais contratos. O vencimento julho/26 subiu 440 pontos, cotado a 274,25 cents/lbp. O setembro/26 avançou 460 pontos, negociado a 266,70 cents/lbp. Já o dezembro/26 encerrou valendo 258,90 cents/lbp, com ganho de 470 pontos.
No café robusta, negociado na Bolsa de Londres (ICE Europe), os contratos também fecharam o dia em alta. O julho/26 subiu 82 pontos, cotado a US$ 3.554 por tonelada. O setembro/26 avançou 76 pontos, negociado a US$ 3.415 por tonelada. O novembro/26 fechou em US$ 3.338 por tonelada, com alta de 76 pontos.
Os fundamentos do mercado ganharam força devido às chuvas no cinturão cafeeiro brasileiro. Análises do setor indicam que as precipitações estão dificultando o início da colheita, especialmente nas áreas de arábica. Essa situação aumenta a cautela dos operadores em relação à oferta no curto prazo.
Pesquisadores do Cepea apontaram que as chuvas recentes limitaram o progresso das atividades no campo em algumas regiões produtoras, reduzindo temporariamente a entrada de café novo no mercado físico. Esse movimento colaborou para a recuperação das bolsas após dias de maior pressão.
Além das questões climáticas, o mercado continua a observar o comportamento dos produtores brasileiros na comercialização da safra. Apesar do início da colheita, muitos vendedores permanecem cautelosos, esperando melhores oportunidades de preços e um panorama mais claro sobre a produtividade e qualidade dos grãos.
Analistas também notam que os baixos estoques globais continuam a atuar como um fator de sustentação estrutural para o café, especialmente diante das incertezas climáticas em países produtores. A combinação de oferta ainda restrita e dificuldades logísticas na colheita brasileira mantém o mercado atento a qualquer mudança climática no curto prazo.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas



















