SÃO PAULO, 22 Mai (Reuters) – A colheita de café no Brasil para a temporada 2026/27 está começando de forma mais lenta, em parte devido à umidade nas áreas produtivas. O maior produtor global já colheu 9% da produção total estimada, conforme levantamento da consultoria Safras & Mercado divulgado nesta sexta-feira.
Esse percentual é inferior ao do mesmo período do ano passado (13%) e também abaixo da média dos últimos cinco anos para esta época, que é de 14%.
De acordo com a Safras, a maturação mais lenta das lavouras é outra razão para o ritmo reduzido nesta temporada, que tem potencial para alcançar um recorde na produção.
A colheita do café canéfora (conilon/robusta) avançou para 13% da produção prevista, em comparação com os 20% registrados no ano anterior e os 22% da média dos últimos cinco anos, com dados coletados até o dia 20 de maio.
“Isso acontece apesar do significativo progresso das atividades em Rondônia, onde a colheita do robusta já atinge, em média, 36%, chegando a 40% em algumas regiões”, comentou o analista Gil Barabach, em nota.
No Espírito Santo, o maior produtor brasileiro de canéfora, a colheita do conilon alcançou apenas 10% do total esperado.
No que diz respeito ao arábica, que representa a maior parte da produção brasileira e costuma ter um início de colheita mais atrasado em relação ao canéfora, a colheita chegou a 7% da produção, contra 9% no mesmo período de 2025 e também abaixo da média dos últimos cinco anos.
(Por Gabriel Araujo e Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)



















