Os preços nas bolsas internacionais estão em queda, enquanto os agentes monitoram as diferentes condições climáticas nas regiões produtoras do Brasil.
Nesta segunda-feira (22), os preços do café apresentavam um movimento negativo nas bolsas internacionais, revertendo parte dos ganhos obtidos na semana anterior. O mercado observa o progresso da colheita brasileira em áreas que se beneficiaram de um clima mais estável, ao mesmo tempo que se mantém atento às condições climáticas nas principais regiões produtoras.
Por volta das 13h50 (horário de Brasília), o café arábica registrava perdas na Bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US). O contrato para setembro/26 apresentava uma queda de 125 pontos, sendo negociado a 266,55 cents/lbp. O contrato de dezembro/26 recuava 265 pontos, cotado a 255,25 cents/lbp.
No mercado do robusta, os contratos também mostravam desempenho negativo. O vencimento de setembro/26 registrava uma queda de 50 pontos, cotado a US$ 3.542 por tonelada. O contrato de novembro/26 recuava 64 pontos, negociado a US$ 3.491 por tonelada, enquanto o julho/26 perdia 51 pontos, valendo US$ 3.589 por tonelada.
A pressão sobre os preços está, em grande parte, relacionada à expectativa de uma retomada mais consistente da colheita em várias áreas produtoras brasileiras. Após um período de chuvas frequentes, algumas regiões voltaram a apresentar condições mais secas, o que favorece o trabalho das máquinas no campo e a secagem dos grãos.
O panorama climático, no entanto, ainda é desigual. Enquanto algumas regiões desfrutam de um clima mais seco e propício para os trabalhos no campo, outras continuam enfrentando chuvas frequentes. Essa diversidade climática impede movimentos mais acentuados de queda, uma vez que persistem incertezas sobre o ritmo da colheita e a oferta nas próximas semanas.
Além da safra atual, os operadores também estão atentos às discussões sobre o fenômeno El Niño. Embora ainda não haja um consenso sobre os impactos desse fenômeno na cafeicultura brasileira, qualquer mudança nos padrões climáticos para o segundo semestre pode afetar as expectativas para a próxima safra e, consequentemente, a formação dos preços.
Outro aspecto que chamou a atenção do mercado nesta sessão foi a reabertura do Estreito de Ormuz. A normalização do fluxo nessa importante rota marítima internacional diminui as preocupações relacionadas aos custos logísticos globais. A expectativa é de uma menor pressão sobre despesas com transporte, combustível, fertilizantes e seguros, o que é visto como um fator de baixa para várias commodities, incluindo o café.
Apesar das perdas registradas nesta segunda-feira, os estoques certificados da ICE continuam a oferecer suporte ao mercado. Os estoques de café arábica recentemente atingiram o menor nível em aproximadamente dois anos e três meses, enquanto os estoques de robusta permanecem próximos dos menores volumes dos últimos dois anos.








