Arábica e robusta em alta, mas clima e colheita no Brasil sob observação
O mercado de café começou esta terça-feira (2) em alta nas bolsas internacionais, com investidores ajustando suas posições após as intensas flutuações das últimas semanas. Apesar da recuperação nos contratos futuros, o avanço da colheita brasileira continua a ser o fator principal observado pelo mercado, limitando movimentos mais significativos de valorização.
Por volta das 9h10 de Brasília, o café arábica na Bolsa de Nova York apresentava ganhos moderados. O contrato julho/26 era cotado a 261,85 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 125 pontos. O setembro/26 subia 120 pontos, alcançando 255,40 centavos. Já o dezembro/26 tinha um aumento de 100 pontos, cotado a 247,75 centavos por libra-peso.
No mercado robusta, negociado em Londres, os contratos também mostravam desempenho positivo. O vencimento julho/26 estava sendo negociado a US$ 3.476 por tonelada, com alta de 38 pontos. O setembro/26 subia 38 pontos, atingindo US$ 3.353 por tonelada, enquanto o novembro/26 registrava uma valorização de 36 pontos, cotado a US$ 3.278 por tonelada.
O mercado continua avaliando o progresso da safra 2026/27 no Brasil. A colheita de conilon avança em regiões produtoras significativas, enquanto os trabalhos com o arábica estão começando a ganhar ritmo nas principais áreas cafeeiras. A expectativa predominante entre os agentes do mercado é de uma produção brasileira robusta neste ciclo, o que continua a pressionar as cotações no médio prazo.
Simultaneamente, questões climáticas permanecem no foco. Operadores estão atentos à possibilidade de um episódio de El Niño nos próximos meses, além do risco de geadas durante o inverno brasileiro. Embora ainda não haja impactos concretos sobre a produção, qualquer alteração nas previsões meteorológicas tende a provocar volatilidade nas bolsas.
Outro aspecto importante é a divulgação de novas estimativas para a safra brasileira, que podem ajudar a calibrar as expectativas sobre a oferta global. Enquanto parte do mercado projeta uma produção superior a 70 milhões de sacas, ainda há cautela em relação ao rendimento final das lavouras e à qualidade dos grãos colhidos.
Dessa forma, o início de junho mantém o mercado dividido entre a chegada da nova safra brasileira, que aumenta a oferta disponível, e os riscos climáticos que ainda podem afetar a produção e a formação dos preços nos próximos meses.
Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas



















