Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Café: Bolsas fecham com mais de 2% de queda e preços no Brasil abaixo dos R$...

Café: Mercados encerram com queda superior a 2% e preços no Brasil ficam abaixo de R$…

A sexta-feira (6) foi marcada por perdas superiores a 4% em algumas praças no mercado físico; a nova safra brasileira exerce pressão sobre os preços.

Durante a semana, o mercado do café arábica na Bolsa de Nova York apresentou grande volatilidade, com a sexta-feira resultando em quedas significativas. O pregão encerrou com perdas de mais de 2% nas posições mais negociadas – variando de 720 a 1185 pontos – fazendo com que o contrato de março fechasse a 296,55 cents de dólar por libra-peso, enquanto o de maio ficou em 289,30.

Essa pressão no mercado é atribuída, em grande parte, às expectativas de uma safra promissora no Brasil, com condições climáticas favoráveis para a conclusão do ciclo atual nas principais regiões produtoras. Embora existam problemas pontuais, eles não são suficientes para alterar as projeções de oferta entre os traders.

A primeira estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para a safra de 2026, divulgada na quinta-feira (5), apontou para 66,2 milhões de sacas, que representa um aumento de 17,1% em comparação ao ciclo anterior.

“Em um ano de bienalidade positiva, o crescimento projetado é influenciado por um aumento de 4,1% na área cultivada em relação a 2025, estimada em 1,9 milhão de hectares nesta temporada, algo esperado para o ciclo. Além disso, as condições climáticas mais favoráveis ao longo do ciclo e a adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras estão contribuindo para uma melhora na produtividade, que deve subir 12,4% em relação à safra anterior, com uma expectativa de colheita de 34,2 sacas por hectare”, informou o relatório da consultoria.

Nas últimas sessões, os preços do arábica testaram mínimas em seis meses no mercado futuro norte-americano, sob a pressão da oferta brasileira, das boas previsões climáticas e das incertezas quanto à demanda. No entanto, a balança entre estoques e consumo mantém o mercado nas bolsas vulnerável à intensa volatilidade, como tem sido observado recentemente.

PERDAS NO ROBUSTA EM LONDRES

Na Bolsa de Londres, as perdas do café robusta também foram significativas nesta sexta-feira, superando 2% nos contratos mais negociados, com quedas variando de US$ 67,00 a US$ 81,00 por tonelada. O contrato de março encerrou o dia a US$ 3755,00/t, enquanto o de maio ficou em US$ 3668,00.

Além de seguir a tendência do arábica, segundo analistas e consultores internacionais, o mercado também é pressionado pelos estoques ligeiramente maiores no Vietnã, onde a produção deverá ser 6% maior em relação à temporada anterior, totalizando 29,4 milhões de sacas, a maior em quatro anos.

PRESSÃO SOBRE OS PREÇOS NO BRASIL

No Brasil, o dia também foi desfavorável. Junto às perdas nas bolsas, o dólar fechou em queda em relação ao real, o que limitou possíveis reações nos indicadores do mercado nacional. A moeda americana terminou o dia cotada a R$ 5,22.

No caso do café cereja descascado, em Guaxupé/MG, houve uma redução de 2,53%, com o preço caindo para R$ 1926,00 por saca, enquanto em Varginha, o valor caiu 2,03%, para R$ 1945,00. Para o tipo 6 bebida dura, as perdas chegaram a 4,1% em algumas praças, como em Franca, SP, onde o preço ficou em R$ 1870,00.

“O mercado físico brasileiro permaneceu inerte, com praticamente nenhuma negociação realizada. Os cafeicultores brasileiros não demonstram disposição para vender nas bases oferecidas pelo mercado. Existe interesse de compra para todos os padrões de café”, afirma Eduardo Carvalhaes, diretor do Escritório Carvalhaes.

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