Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Atualizado em: 20/10/2025 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 2.150,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.650,00 Conilon tipo 7: R$ 1.350,00
Café inicia semana com alta nas bolsas e mercado segue atento às incertezas...

Café começa a semana em alta nas bolsas, enquanto investidores permanecem vigilantes às incertezas…

Os contratos de arábica estão novamente se aproximando do patamar de 300 cents por libra-peso na Bolsa de Nova York nesta segunda-feira (9), enquanto o robusta também apresenta alta em Londres.

O mercado futuro do café começou a semana de segunda-feira (9) com valorização nas bolsas internacionais, refletindo a continuidade das incertezas em relação à oferta global da commodity e às previsões para a próxima safra brasileira. As cotações do arábica voltaram a se aproximar do nível de 300 cents por libra-peso na Bolsa de Nova York, um patamar que os operadores do mercado observam com atenção.

Pela manhã, os contratos do café arábica mostravam movimentações positivas entre os principais vencimentos negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O contrato março/26 estava sendo negociado a 299,80 cents por libra-peso, com uma variação de 220 pontos, enquanto o vencimento maio/26 era cotado a 297,50 cents por libra-peso, apresentando uma alta de 420 pontos. O contrato julho/26 iniciava o dia a 292,60 cents por libra-peso, registrando um ganho de 415 pontos.

No mercado de robusta, negociado na Bolsa de Londres (ICE Europe), os preços também abriram a sessão em terreno positivo. O contrato março/26 começava o pregão com uma cotação de US$ 3.827 por tonelada, com alta de 21 pontos, mantendo o mesmo nível do fechamento da semana anterior. O vencimento maio/26 era negociado a US$ 3.783 por tonelada, com um ganho de 11 pontos, enquanto o contrato julho/26 iniciava o dia a US$ 3.689 por tonelada, registrando uma valorização de 10 pontos.

O movimento de alta nas bolsas internacionais ocorre em um momento em que o mercado continua atento aos fundamentos da oferta global. Entre os fatores monitorados pelos operadores está o desempenho das exportações brasileiras. Dados recentes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostraram uma redução nos embarques de café do Brasil em fevereiro em comparação ao ano anterior, um cenário que pode temporariamente restringir a disponibilidade do produto no mercado internacional.

De acordo com a análise do especialista em mercado de café, Marcelo Fraga Moreira, o setor ainda enfrenta um cenário repleto de incertezas. As estimativas atuais para a produção brasileira variam amplamente, podendo oscilar entre aproximadamente 66 milhões e cerca de 77 milhões de sacas, dependendo da metodologia empregada por cada consultoria.

Conforme o analista, se a produção brasileira ficar abaixo de aproximadamente 70 a 72 milhões de sacas, o mercado poderá novamente enfrentar um cenário de oferta mais restrita, o que tende a sustentar os preços nas bolsas internacionais. Por outro lado, uma safra maior pode promover um equilíbrio maior entre oferta e demanda no mercado global.

Além das incertezas sobre a produção, fatores externos também permanecem no radar dos operadores. Questões logísticas no comércio internacional e flutuações nos custos de transporte podem impactar o fluxo global de commodities agrícolas, incluindo o café, contribuindo para a volatilidade observada nas cotações.

Para os produtores brasileiros, o momento exige atenção ao comportamento das bolsas e às oportunidades de comercialização. Mesmo com as oscilações recentes, os preços do café continuam em níveis historicamente elevados, e o desenvolvimento da safra brasileira nos próximos meses deverá ser um dos principais fatores a determinar a direção do mercado ao longo de 2026.
 

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