Os preços do café arábica em Nova York caem quase 3%, enquanto o robusta em Londres registra uma queda superior a 3%, influenciados por expectativas de oferta e condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras.
No fechamento do mercado futuro do café nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, as principais bolsas internacionais apresentaram uma queda acentuada. Os contratos de arábica em Nova York e de robusta em Londres mostraram uma desvalorização significativa ao término do pregão.
Na ICE Futures US, em Nova York, o café arábica teve um recuo nos principais contratos. O contrato de março/26 encerrou a 292,00 cents por libra-peso, com uma queda de 8,55 cents. O vencimento de maio/26 fechou a 286,85 cents, apresentando uma baixa de 8,40 cents, o que equivale a -2,84%. Durante o dia, o contrato teve uma abertura a 293,60 cents, atingiu uma máxima de 294,00 cents e uma mínima de 283,50 cents. O contrato de julho/26 fechou a 281,65 cents, com um recuo de 7,90 cents.
Na ICE Europe, em Londres, o café robusta também encerrou em queda. O contrato de março/26 foi cotado a US$ 3.639 por tonelada, com uma baixa de US$ 112. O vencimento de maio/26 fechou a US$ 3.553 por tonelada, com uma queda de US$ 139, o que representa -3,76%, após oscilar entre US$ 3.543 de mínima e US$ 3.696 de máxima, com abertura a US$ 3.692. O contrato de julho/26 terminou a US$ 3.466 por tonelada, com um recuo de US$ 130.
De acordo com análises de mercado divulgadas por consultorias e serviços internacionais, a pressão sobre os preços se deve às expectativas de uma maior oferta global e condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras. Informações do mercado indicam que as condições estão boas para o desenvolvimento das lavouras no Brasil e no Vietnã, dois dos maiores produtores de café do mundo.
Conforme análises da consultoria brasileira Safras & Mercado, as condições climáticas favoráveis e as perspectivas de uma produção elevada tendem a limitar aumentos mais significativos nas bolsas internacionais, o que pode desacelerar as negociações no mercado físico brasileiro.
Relatos do mercado também sugerem que os produtores vietnamitas diminuíram as vendas após comercializarem volumes significativos anteriormente. No Brasil, os produtores estariam mais cautelosos nas negociações devido às recentes oscilações nos preços.
Além disso, análises internacionais indicam que condições positivas para o cultivo também são observadas em países produtores no México e na América Central, o que reforça as expectativas de oferta no mercado global de café.











