O mercado de café fechou nesta sexta-feira (22) com movimentos mistos nas bolsas internacionais. Enquanto o arábica apresentou pequenas perdas em Nova Iorque, o robusta teve alta em Londres, em um contexto ainda dominado pela lentidão da colheita brasileira, preocupações com as chuvas nas regiões produtoras e a volatilidade nas negociações.
No fechamento, o arábica na Bolsa de Nova Iorque registrou quedas moderadas. O contrato para julho/26 caiu 105 pontos, encerrando a negociação a 272,35 cents/lbp. O setembro/26 teve um recuo de 70 pontos, cotado a 264,80 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 perdeu 30 pontos, finalizando o dia a 256,95 cents/lbp.
Por outro lado, o robusta fechou o pregão em alta na Bolsa de Londres. O vencimento para julho/26 subiu 57 pontos, fechando a US$ 3.456 por tonelada. O setembro/26 avançou 45 pontos, sendo negociado a US$ 3.310 por tonelada, enquanto o novembro/26 teve um ganho de 40 pontos, valendo US$ 3.235 por tonelada.
O mercado continua a observar o início da colheita no Brasil, que ainda apresenta um ritmo mais lento em algumas regiões produtoras, conforme análise da Safras & Mercado. Além do atraso inicial, as chuvas registradas em áreas cafeeiras importantes têm gerado apreensão entre os produtores quanto à qualidade do café e ao progresso das atividades no campo.
As precipitações durante o avanço da colheita permanecem sob a atenção dos operadores, especialmente nas regiões produtoras de arábica. A umidade elevada pode dificultar a secagem dos grãos e aumentar os custos operacionais neste início de safra.
Apesar da pressão sobre o arábica, o robusta encontrou suporte nas preocupações com a oferta global e na demanda ainda robusta pelo produto brasileiro no mercado internacional. O Brasil continua a ser um dos principais fornecedores dessa variedade neste momento, especialmente em meio às oscilações na produção asiática.
No mercado físico brasileiro, as negociações continuam a ocorrer de maneira pontual. Muitos produtores seguem cautelosos nas vendas, monitorando a volatilidade das bolsas, o comportamento do dólar e o progresso efetivo da colheita antes de ampliar a comercialização.



















