Chuvas nas regiões de cultivo e incertezas climáticas para 2026/27 mantêm o mercado em vigilância
Na segunda-feira (15), os preços do café registraram alta nas bolsas internacionais, ampliando os ganhos observados ao longo do dia. O mercado permaneceu sustentado pelas preocupações com as condições climáticas nas áreas de produção do Brasil, o avanço da colheita e as incertezas relacionadas ao potencial produtivo da safra 2026/27.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 do café arábica encerrou o dia cotado a 259,20 cents por libra-peso, com uma valorização de 580 pontos. O vencimento julho/26 subiu 575 pontos, fechando a 262,95 cents/lbp, enquanto o contrato dezembro/26 registrou uma alta de 530 pontos, alcançando 251,75 cents/lbp.
Em Londres (ICE Europe), os contratos do café robusta também finalizaram o dia em alta. O vencimento julho/26 aumentou 13 pontos, encerrando a US$ 3.607 por tonelada. O contrato setembro/26 teve um avanço de 4 pontos, para US$ 3.529 por tonelada, enquanto o novembro/26 ganhou 14 pontos, fechando a US$ 3.466 por tonelada.
Durante a sessão, as cotações encontraram suporte nas previsões de chuvas para importantes áreas produtoras do Centro-Sul do Brasil. De acordo com informações acompanhadas pelo mercado, as precipitações podem dificultar os trabalhos de colheita e a secagem dos grãos, especialmente em regiões de Minas Gerais e São Paulo.
Além do curto prazo, os agentes do mercado continuam atentos aos possíveis impactos climáticos sobre a safra 2026/27. Especialistas alertam que um eventual retorno do fenômeno El Niño poderá exigir maior atenção dos produtores na gestão das lavouras, especialmente em um cenário onde os estoques globais permanecem ajustados e o mercado é sensível a qualquer ameaça à produção.
As projeções indicam uma safra robusta no Brasil em 2026, mas ainda existem dúvidas sobre o rendimento final dos grãos e a qualidade do café que está chegando aos armazéns. Essa combinação entre o avanço da colheita, as condições climáticas e as perspectivas para a próxima temporada continua a ser o principal fator que direciona os preços internacionais.
No mercado físico brasileiro, a comercialização continua a ocorrer de maneira pontual. Os produtores permanecem atentos ao comportamento das bolsas e ao andamento da colheita antes de aumentar o volume de negócios, enquanto os compradores monitoram a evolução da oferta nas próximas semanas.



















