Atualizado em: 23/06/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.400 Café Arábica Rio 7: R$ 1.150,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 940,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 980,00
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Café fecha em baixa com avanço da colheita e realização de lucros nas bolsas

Café encerra em queda devido ao progresso da colheita e à realização de lucros nas bolsas.

O café arábica registrou uma queda de até 190 pontos em Nova York, enquanto o robusta recuou mais de 60 pontos em Londres; o mercado permanece atento às condições climáticas e ao cenário global de oferta.

Os preços do café fecharam a sessão desta segunda-feira (22) em baixa nas bolsas internacionais, impactados pelo avanço da colheita no Brasil e pela expectativa de aumento na oferta a curto prazo.

Na ICE Futures US, em Nova York, o contrato de setembro/26 do café arábica encerrou cotado a 267,00 cents por libra-peso, com uma queda de 80 pontos. O vencimento de julho/26 subiu 190 pontos, fechando a 277,00 cents/lbp, enquanto o contrato de dezembro/26 recuou 190 pontos, finalizando a 256,00 cents/lbp.

Na ICE Europe, em Londres, o robusta também apresentou perdas. O contrato de setembro/26 caiu 50 pontos, fechando a US$ 3.542 por tonelada. O vencimento de julho/26 perdeu 51 pontos, ficando em US$ 3.589 por tonelada, enquanto o contrato de novembro/26 recuou 64 pontos, encerrando a sessão a US$ 3.491 por tonelada.

O mercado mais uma vez observou o avanço da colheita brasileira, um fator que continua a pressionar os preços ao aumentar a disponibilidade de café no curto prazo. As previsões climáticas para as regiões produtoras também estavam sob a atenção dos operadores, especialmente em relação às preocupações com a qualidade dos grãos e os impactos no desenvolvimento das próximas safras.

De acordo com a análise de Jeremias Nascimento, da Investing.com, o mercado tem focado grande parte de sua atenção na chegada da safra brasileira, enquanto os riscos estruturais relacionados à oferta global ainda permanecem. O analista ressalta que a possibilidade do fenômeno El Niño nos próximos meses pode representar desafios para importantes regiões produtoras, em um momento em que os estoques globais continuam ajustados.

Nascimento também destaca as incertezas em torno da produção africana de robusta, especialmente em países que desempenham um papel significativo no abastecimento mundial. Na avaliação do especialista, esses fatores continuam a limitar um cenário de excesso de oferta e devem continuar a influenciar a formação dos preços nos próximos meses.

No mercado físico brasileiro, as transações ocorreram de forma pontual, com os produtores monitorando o comportamento das bolsas e o progresso da colheita antes de aumentar o volume de comercialização.

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