O café arábica registrou uma queda de 1.365 pontos em Nova York, enquanto o robusta recuou 191 pontos em Londres, em uma sessão marcada por realização de lucros e pelo acompanhamento do avanço da colheita brasileira.
Os contratos futuros de café encerraram a sexta-feira (10) com quedas nas bolsas internacionais. O mercado passou por um movimento de realização de lucros, enquanto os operadores continuam a observar o progresso da colheita brasileira e as previsões climáticas para as principais regiões produtoras.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato para setembro/26 do café arábica fechou cotado a 334,25 centavos de dólar por libra-peso, com uma queda de 1.365 pontos. O contrato de dezembro/26 encerrou a 316,00 centavos, apresentando uma baixa de 1.220 pontos.
Em Londres (ICE Europe), o robusta também recuou. O contrato para setembro/26 terminou negociado a US$ 3.852 por tonelada, com uma perda de 191 pontos, enquanto o contrato de novembro/26 fechou a US$ 3.819, recuando 183 pontos.
O mercado continua extremamente sensível às notícias relacionadas ao clima no Brasil. Após a alta da sessão anterior, impulsionada pelas preocupações com o retorno das chuvas durante a colheita, os investidores aproveitaram a valorização para realizar lucros, em um ambiente que permanece marcado por elevada volatilidade.
Colheita avança, mas ritmo ainda preocupa o setor
No Brasil, a colheita avança nas principais regiões produtoras, embora o ritmo ainda esteja abaixo do observado em anos anteriores em algumas áreas. No Cerrado Mineiro, os trabalhos já alcançaram cerca de 32% da área, favorecidos pelo predomínio do tempo seco, que possibilitou maior avanço das máquinas e melhor qualidade na secagem dos grãos.
Apesar disso, o setor continua atento ao calendário da safra. O atraso na entrada de parte do café novo mantém os compradores cautelosos e contribui para a volatilidade das cotações. Além das condições climáticas, os produtores ainda enfrentam desafios relacionados à disponibilidade de mão de obra e aos custos de colheita, fatores que têm limitado o ritmo de comercialização.
Exportações seguem firmes apesar do cenário internacional
Outro fator que o mercado acompanha é o desempenho das exportações brasileiras. Mesmo diante das incertezas no comércio global e das oscilações nas bolsas internacionais, o agronegócio paulista ampliou suas exportações em cerca de 5% no acumulado do ano, com o café permanecendo entre os principais produtos embarcados, reforçando a importância do Brasil no abastecimento mundial.
Enquanto isso, os participantes do mercado continuam monitorando a evolução do El Niño e seu possível impacto sobre a conclusão da safra brasileira e sobre o desenvolvimento da próxima temporada. Embora as chuvas previstas aumentem a preocupação quanto ao andamento da colheita em algumas regiões, ainda não há consenso sobre perdas significativas de produção, mantendo o mercado sujeito a fortes oscilações conforme novas informações climáticas surgem.








