O preço do café arábica teve um aumento de 1,55% na ICE, enquanto o mercado se mantém sustentado pelo lento progresso da safra brasileira e pela oferta limitada.
As cotações do café estão em alta nesta segunda-feira (20) na Bolsa de Nova York, enquanto o robusta apresenta oscilações próximas à estabilidade em Londres. O mercado continua a ser apoiado pelo atraso na colheita brasileira, um fator que gera preocupações sobre a disponibilidade de café no curto prazo e acentua a volatilidade observada nas últimas semanas.
Na ICE Futures US, por volta do horário da atualização, o contrato de setembro/26 do arábica subia 495 pontos, sendo negociado a 325,25 cents/lbp. O contrato de dezembro/26 também se valorizava, com um aumento de 655 pontos, cotado a 310,35 cents/lbp.
Na ICE Europe, o robusta apresentava um comportamento misto. O contrato de setembro/26 recuava US$ 11, sendo negociado a US$ 3.866 por tonelada, enquanto o contrato de novembro/26 registrava uma alta de US$ 5, cotado a US$ 3.834 por tonelada.
O principal suporte para os preços continua sendo o avanço mais lento da colheita no Brasil. Dados da Safras & Mercado indicam que a colheita atingiu 64% da área até 15 de julho, um percentual inferior aos 77% registrados no mesmo período do ano anterior e abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 70%.
Esse atraso mantém o mercado atento à entrada da nova safra, especialmente em um cenário de estoques globais ainda reduzidos. Além do ritmo da colheita, permanecem as dúvidas sobre a qualidade de parte da produção, após episódios de chuva durante a fase de maturação e colheita dos grãos em algumas regiões produtoras.
Outro fator que continua a limitar os movimentos do mercado é a baixa liquidez. Após o aumento das exigências de margem para a negociação de contratos futuros de café promovido pela ICE nas últimas semanas, parte dos fundos reduziu sua participação, tornando as oscilações diárias mais intensas.
No mercado físico brasileiro, a valorização acumulada em julho tem levado os produtores a reavaliarem suas estratégias de comercialização. Apesar da melhora nas cotações, muitos permanecem cautelosos e optam por vendas pontuais, devido a incertezas sobre o tamanho efetivo da safra, a qualidade dos grãos e o comportamento dos preços no segundo semestre. Os compradores, por sua vez, continuam a disputar os lotes disponíveis, especialmente os de melhor qualidade, em um mercado ainda caracterizado pela oferta restrita.







