Atualizado em: 24/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.650,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.300,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1.050,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1.090,00
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Café fecha com alta de 4,58% em Nova York e amplia recuperação com...

Café encerra com valorização de 4,58% em Nova York, impulsionando a recuperação com…

Arábica e robusta impulsionados pela diminuição dos estoques certificados da ICE, demanda sólida e incertezas sobre a safra brasileira de 2026

O mercado futuro do café fechou esta terça-feira (28) com uma expressiva alta nas bolsas internacionais, ampliando o movimento de recuperação que começou no início da semana. O aumento nos preços foi sustentado por preocupações acerca da disponibilidade da oferta, pela continuidade da diminuição dos estoques certificados da ICE Futures US e pelas incertezas relacionadas à produção brasileira da safra de 2026, que ainda sofre os efeitos das chuvas excessivas durante a colheita e das previsões climáticas associadas ao fenômeno El Niño.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 do café arábica fechou cotado a 339,40 cents de dólar por libra-peso, com uma valorização de 1.485 pontos, correspondendo a uma alta de 4,58%. Os demais vencimentos também encerraram o pregão em alta: dezembro/26 subiu 1.140 pontos, atingindo 317,30 cents/lbp; março/27 teve um aumento de 1.095 pontos, negociado a 309,40 cents/lbp; e maio/27 ganhou 1.035 pontos, fechando a 306,90 cents/lbp.

Na ICE Europe, em Londres, o mercado do robusta também terminou o dia em alta. O contrato setembro/26 foi cotado a US$ 3.877 por tonelada, com um ganho de US$ 78, equivalente a uma alta de 2,05%. Os outros contratos seguiram a tendência: novembro/26 subiu US$ 78, para US$ 3.859 por tonelada; janeiro/27 avançou US$ 79, para US$ 3.824 por tonelada; e março/27 registrou uma alta de US$ 80, encerrando a US$ 3.794 por tonelada.

Os operadores continuam ajustando suas posições em um cenário de baixa liquidez e crescente preocupação com a disponibilidade de café de qualidade no mercado internacional. Outro fator importante que sustenta os preços é a redução dos estoques certificados de arábica da ICE. Os volumes estão próximos dos menores níveis dos últimos anos, refletindo a escassez de café disponível para entrega na bolsa e reforçando a percepção de um aperto na oferta global.

O mercado também segue monitorando de perto a evolução da safra brasileira. Embora a colheita esteja progredindo, os produtores relatam impactos causados pelas chuvas que ocorreram durante grande parte do período de trabalho no campo, principalmente em relação à qualidade dos grãos. As preocupações também se estendem à safra de 2026/27, devido às projeções sobre a influência do fenômeno El Niño em regiões produtoras importantes.

No mercado físico brasileiro, a comercialização permanece estagnada. O interesse dos compradores continua elevado para diferentes padrões de café, mas a forte volatilidade dos contratos futuros dificulta a concretização de negócios. Muitos produtores continuam vendendo apenas os volumes necessários para atender compromissos imediatos, aguardando uma definição mais clara sobre a tendência dos preços nos próximos meses.

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