Atualizado em: 24/07/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.650,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.300,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 1.050,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 1.090,00
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Colheita de café canéfora sustenta ritmo dos trabalhos nos cafezais do país,...

Café cai até 4,01% devido à realização de lucros e influência do câmbio.

Depois de uma forte alta no dia anterior, as bolsas registram recuo devido à liquidação de posições, enquanto o mercado permanece atento ao andamento da colheita no Brasil, à qualidade da safra e ao comportamento dos produtores.

Os preços do café fecharam esta quarta-feira (29) com uma queda significativa nas bolsas internacionais, devolvendo parte dos ganhos obtidos no pregão anterior. A realização de lucros por parte de fundos e especuladores, juntamente com a desvalorização do real em relação ao dólar, pressionou as cotações. Apesar desse movimento técnico, o mercado continua a observar o desenvolvimento da safra brasileira, especialmente o andamento da colheita, as condições de qualidade dos grãos e a oferta disponível no mercado físico.

Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato setembro/26 do café arábica fechou a 325,80 cents de dólar por libra-peso, com uma queda de 1.360 pontos, totalizando um recuo de 4,01%. Os demais vencimentos também terminaram o dia em baixa. O contrato dezembro/26 caiu 875 pontos, para 308,55 cents/lbp, enquanto o março/27 perdeu 895 pontos, encerrando a 300,45 cents/lbp.

Na ICE Europe, o mercado do robusta também apresentou perdas. O contrato setembro/26 foi negociado a US$ 3.773 por tonelada, com uma queda de US$ 104, representando uma baixa de 2,68%. O novembro/26 recuou US$ 110, para US$ 3.749 por tonelada; o janeiro/27 perdeu US$ 108, fechando a US$ 3.716 por tonelada; e o março/27 caiu US$ 108, encerrando o dia a US$ 3.686 por tonelada.

De acordo com análises do mercado internacional, a queda foi impulsionada principalmente pela liquidação de posições compradas após a forte valorização observada na terça-feira. O fortalecimento do dólar em relação ao real também contribuiu para essa movimentação.

No entanto, os fundamentos continuam a fornecer suporte ao mercado. A colheita brasileira está avançando, mas ainda é afetada pelas chuvas que ocorreram durante boa parte da temporada. Além de atrasar os trabalhos em várias regiões produtoras, as precipitações geram preocupações quanto à qualidade de parte dos cafés, especialmente do arábica.

Outro fator que limita movimentos de baixa mais acentuados é a postura dos produtores brasileiros. No mercado físico, as negociações estão lentas. Com a volatilidade das bolsas e a expectativa de preços mais altos nos próximos meses, muitos cafeicultores continuam a vender apenas o necessário para atender compromissos imediatos, reduzindo a oferta disponível.

O comportamento dos fundos de investimento também continua sendo monitorado pelos operadores. O alto volume de recursos financeiros movimentados por esses participantes tem ampliado as oscilações das cotações, frequentemente provocando variações mais ligadas ao posicionamento especulativo do que a mudanças nos fundamentos de oferta e demanda.

Nos próximos dias, o mercado deverá seguir acompanhando a evolução da colheita brasileira, as condições climáticas nas principais regiões produtoras e o comportamento do câmbio, fatores que permanecem determinantes para a formação dos preços internacionais do café.

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