Atualizado em: 10/06/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.320,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.100,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 870,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 910,00
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Exportações de café voltam a crescer em maio com entrada da nova safra,...

As exportações de café apresentam aumento em maio com a chegada da nova safra,…

Os embarques de café cresceram 3,6% em relação ao ano anterior, totalizando 3,09 milhões de sacas; a expectativa é de um aumento ainda maior no segundo semestre, com a chegada da colheita do arábica.

As exportações de café do Brasil mostraram uma recuperação em maio, alcançando 3,089 milhões de sacas de 60 quilos, um aumento de 3,6% em comparação com o volume embarcado no mesmo mês de 2025. Esses dados foram divulgados nesta quinta-feira (11) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Apesar do crescimento nos embarques, a receita cambial apresentou uma queda. Os ganhos com as exportações totalizaram US$ 1,050 bilhão em maio, uma redução de 16% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho mensal já reflete a entrada da nova safra brasileira, especialmente dos cafés canéforas, que incluem conilon e robusta.

“A leve alta em maio é reflexo da entrada de cafés colhidos já neste ano, especialmente os canéforas. Esse movimento também deve ser notado com os arábicas nos próximos meses”, afirmou.

No total dos cinco primeiros meses de 2026, no entanto, os embarques ainda estão abaixo dos níveis do ano anterior. Entre janeiro e maio, o Brasil exportou 14,745 milhões de sacas, um volume 12,4% inferior às 16,825 milhões de sacas registradas no mesmo período de 2025.

A receita cambial no período foi de US$ 5,552 bilhões, uma queda de 14,6% em comparação aos US$ 6,498 bilhões obtidos nos cinco primeiros meses do ano passado.

Segundo Márcio Ferreira, a queda acumulada era esperada devido a uma safra menor e ao ritmo acelerado de exportações que ocorreu em 2025.

“O clima foi favorável na maior parte do cinturão cafeeiro, permitindo uma safra de excelente qualidade, alta produtividade e bom volume. Em condições normais, esperamos um crescimento nos embarques, especialmente no segundo semestre”, projetou.

No entanto, o dirigente alertou sobre fatores que podem limitar esse crescimento, incluindo os custos logísticos, os problemas na infraestrutura portuária brasileira, os impactos dos conflitos no Oriente Médio sobre os fretes marítimos e as incertezas em torno da política comercial dos Estados Unidos.

Alemanha continua sendo o principal comprador

A Alemanha se manteve como o principal destino do café brasileiro entre janeiro e maio de 2026, importando 1,911 milhão de sacas, o que representa 13% do total exportado pelo Brasil nesse período. Contudo, esse volume foi 10% inferior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado.

Os Estados Unidos ocupam a segunda posição, com a compra de 1,771 milhão de sacas, representando 12% dos embarques totais. O volume destinado ao mercado norte-americano viu uma queda significativa de 38,4% em comparação anual.

Na sequência, estão a Itália, com 1,420 milhão de sacas e um crescimento de 3,2%; a Bélgica, com 917.385 sacas e um aumento de 13%; e o Japão, com 734.591 sacas, um volume 32,6% inferior ao observado nos cinco primeiros meses de 2025.

Arábica lidera, mas canéfora se destaca

O café arábica representou 75,5% das exportações brasileiras acumuladas no ano, com 11,126 milhões de sacas embarcadas. Embora continue a liderar, esse volume significa uma queda de 21,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Por outro lado, os cafés canéforas foram os principais destaques do período. Os embarques de conilon e robusta chegaram a 1,891 milhão de sacas, correspondendo a 12,8% do total exportado, com um crescimento de 86,5% na comparação anual.

O café solúvel teve exportações de 1,707 milhão de sacas, representando 11,6% dos embarques totais. O segmento de café torrado e moído respondeu por 20.714 sacas.

Cafés diferenciados representam 17,6% dos embarques

Os cafés diferenciados, que incluem produtos de qualidade superior, certificados e especiais, corresponderam a 17,6% das exportações brasileiras entre janeiro e maio.

O volume exportado foi de 2,590 milhões de sacas, uma queda de 30,1% em comparação ao mesmo período de 2025. A receita cambial alcançou US$ 1,124 bilhão, representando 20,2% do faturamento total das exportações de café no período.

Com um preço médio de US$ 434,01 por saca, os cafés diferenciados tiveram a Alemanha como principal destino, seguidos pelos Estados Unidos, Itália, Bélgica e Holanda.

Santos concentra os embarques

O Porto de Santos manteve sua liderança nas exportações brasileiras de café, respondendo por 72,8% dos embarques realizados entre janeiro e maio de 2026.

Pelo terminal paulista, passaram 10,728 milhões de sacas no período. O complexo portuário do Rio de Janeiro ocupou a segunda posição, com 3,419 milhões de sacas e uma participação de 23,2%.

O Porto de Paranaguá completou a lista, com embarques de 166.524 sacas e uma participação de 1,1% do total exportado pelo Brasil.

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