Atualizado em: 10/06/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.320,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.100,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 870,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 910,00
Atualizado em: 10/06/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.320,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.100,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 870,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 910,00
Café avança nas bolsas nesta 6ª feira, com estoques apertados e menor oferta...

Café sobe nas bolsas nesta sexta-feira, impulsionado por estoques reduzidos e oferta em declínio…

O preço do café arábica registrou uma alta superior a 100 pontos em Nova York, enquanto o robusta teve um avanço em Londres; o mercado observa a diminuição dos embarques de arábica, a queda nos estoques certificados e a previsão de chuvas nas regiões produtoras do Brasil.

Na manhã desta sexta-feira (12), os preços do café estão em alta nas bolsas internacionais, continuando a tendência de recuperação vista nos últimos pregões. O mercado é sustentado pela diminuição dos estoques certificados de arábica, pela queda nos embarques da variedade brasileira e pelas incertezas em relação às condições climáticas durante a colheita no Brasil.

Pela manhã, o contrato de setembro/26 do café arábica na ICE Futures US era negociado a 251,60 cents por libra-peso, com uma valorização de 135 pontos. Entre os principais vencimentos, o julho/26 subiu 160 pontos, cotado a 255,55 cents/lbp, enquanto o dezembro/26 teve um aumento de 130 pontos, alcançando 244,50 cents/lbp.

Em Londres, o robusta também apresentava alta. O contrato de setembro/26 avançou 64 pontos, sendo negociado a US$ 3.459 por tonelada. O vencimento de julho/26 subiu 87 pontos, para US$ 3.550 por tonelada, enquanto o novembro/26 registrou um ganho de 52 pontos, cotado a US$ 3.380 por tonelada.

No dia anterior, os contratos futuros encerraram com ganhos expressivos nas duas bolsas. De acordo com a análise do Escritório Carvalhaes, os contratos de arábica para julho fecharam com uma valorização de 555 pontos, enquanto os contratos de robusta para o mesmo vencimento subiram US$ 109 por tonelada.

O mercado também está atento aos dados divulgados pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Em maio, o Brasil exportou 3,09 milhões de sacas de café, um volume 3,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. Contudo, os embarques de café arábica se destacaram pela queda, com 2,13 milhões de sacas exportadas, uma redução de 11,9% em relação a maio do ano passado e de 6,7% comparado a abril deste ano.

Nos primeiros cinco meses de 2026, os embarques de arábica acumulam uma queda de 21,3% em relação ao mesmo período de 2025. Já no atual ano-safra, que começou em julho de 2025, a redução é de 16,7%.

Outro fator que sustenta os preços é a queda nos estoques certificados de arábica da ICE. Na última atualização, os estoques diminuíram para 399.490 sacas, o que representa quase metade do volume registrado há um ano, quando totalizavam 827.587 sacas.

No Brasil, o mercado físico continua com um ritmo lento de negócios. Segundo o Escritório Carvalhaes, os produtores que ainda têm café da safra 2025/26 estão relutantes em aceitar os preços oferecidos pelos compradores, o que limita as vendas.

Além das questões de oferta, os agentes também estão monitorando as previsões climáticas para os próximos dias. De acordo com a Climatempo, as áreas produtoras de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e sul da Bahia devem receber chuvas persistentes, o que pode atrasar a colheita e dificultar a secagem dos grãos. A alta umidade também gera preocupações quanto à qualidade do café recém-colhido, embora não haja previsão de frio intenso ou geadas nas regiões produtoras.

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