Atualizado em: 10/06/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.320,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.100,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 870,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 910,00
Atualizado em: 10/06/2026 Café Arábica Bebida Dura tipo 7: R$ 1.320,00 Café Arábica Rio 7: R$ 1.100,00 Café Conilon tipo 7ES: R$ 870,00 Café Conilon tipo 7 MG: R$ 910,00
Café dispara nas bolsas e mercado volta a reagir a preocupações com a oferta

Café tem alta nas bolsas e mercado responde novamente a temores sobre a oferta.

O café arábica registrou um aumento superior a 500 pontos em Nova Iorque, enquanto o robusta subiu quase US$ 100 por tonelada; a qualidade e o rendimento da safra permanecem em foco.

Os preços do café encerraram a quinta-feira (11) com uma forte valorização nas bolsas internacionais. O mercado ampliou os ganhos observados durante o dia, impulsionado por preocupações sobre o potencial produtivo da safra brasileira e incertezas sobre o volume realmente disponível nos meses seguintes.

Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato para julho/26 do café arábica fechou cotado a 253,95 cents/lb, com um aumento de 555 pontos. O contrato de setembro/26 avançou 565 pontos, estabelecendo-se em 250,25 cents/lb, enquanto o de dezembro/26 teve um ganho de 595 pontos, encerrando a sessão a 243,20 cents/lb.

Em Londres, o robusta também terminou o dia em alta. O contrato de julho/26 subiu 109 pontos, fechando a US$ 3.463 por tonelada. O setembro/26 teve um aumento de 98 pontos, atingindo US$ 3.395 por tonelada, enquanto o novembro/26 subiu 97 pontos, encerrando a sessão a US$ 3.328 por tonelada.

Apesar do avanço da colheita nas principais regiões produtoras do Brasil, o mercado continua a monitorar atentamente os resultados da safra. Em Minas Gerais, o estado com a maior produção do país, os trabalhos estão ocorrendo em ritmo mais lento em comparação ao ano anterior, devido às chuvas que afetaram parte do período de colheita.

Conforme análise da Gerência de Desenvolvimento Agrícola (GDA) do Sistema FAEMG, a percepção atual é de que a safra mineira está apresentando um bom rendimento, embora sem resultados excepcionais. O levantamento também ressalta que é prematuro confirmar o rendimento médio estadual, já que a colheita e o beneficiamento dos grãos ainda estão nas etapas iniciais.

A análise também expressa preocupação com o percentual de grãos de peneiras maiores, que até o momento se encontra abaixo do observado na safra anterior. Essa avaliação ajuda a explicar por que as cotações recuaram nas últimas semanas, embora não tenham registrado quedas mais acentuadas, mesmo com o avanço da colheita e a entrada gradual do café novo no mercado.

Outro aspecto que os investidores estão acompanhando é o clima. Segundo o prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as principais regiões cafeeiras de Minas Gerais devem sofrer chuvas abaixo da média histórica nas próximas semanas, uma condição que favorece tanto a colheita quanto a secagem dos grãos. Além disso, os modelos meteorológicos não sinalizam, neste momento, risco de geadas nas áreas produtoras.

Dessa forma, o mercado continua a equilibrar a expectativa de maior oferta com as incertezas sobre o rendimento e a qualidade da safra brasileira, fatores que permanecem influenciando a formação dos preços nas bolsas internacionais.

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